Quem não tem medo, apareça

Calhou este ano publicar, com um intervalo de apenas três meses, dois romances que venceram o mesmo galardão, o Prémio Literário Cidade de Almada, embora em anos diferentes. Como o segundo ainda não está disponível (os lançamentos no Porto e em Lisboa serão, de resto, em junho), volto a falar do segundo, pois mais logo haverá na FNAC da Avenida de Roma, em Lisboa, uma conversa à volta dele, depois de já termos feito uma apresentação na Livraria Poetria no Porto, de onde a autora é natural. Falo de Sara Brandão Duarte e do seu Quem Tem Medo dos Santos da Casa, que foi escolhido por um júri que incuía outra autora de quem publiquei os primeiros títulos, Ana Margarida de Carvalho,  e o professor Manuel Frias Martins. Passa-se numa pequena comunidade piscatória muito crente e fala de um padre que teve a coragem de mandar talhar em madeira uns santos bem modernos a que os paroquianos, claro, torceram o nariz. A autora falará disto e de muito mais com a jornalista do Público Carolina Branco às 18h30. Venham ouvir.


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P. S. Aproveito para dizer que no mesmo local e à mesma hora, o escritor Nuno Duarte, vencedor do Prémio LeYa, estará amanhã a conversar com o jornalista Luís Ricardo Duarte, do Jornal de Letras.


 

Comentários

  1. “Quem Tem Medo Dos Santos Da Casa” que acabei de ler e me surpreendeu pela conteúdo e pela forma como foi escrito, narrando vidas interligadas de um modo inovador, é forte motivo para participar neste encontro com a sua autora em que infelizmente não poderei estar presente.
    Sara Duarte Brandão tem também publicado um livrinho de poesia de título “Descolonizar O Sujeito Poético”.

    A palavra/nosso navio de combate/ ao esquecimento
    lê com atenção os silêncios/que sobrevivem nos lábios
    Sara D. Brandão

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  2. A Sara Duarte Brandão já está na minha lista para a Feira do livro. Ela e o Nuno Duarte.
    Mas por falar em Ana Margarida de Carvalho, terminei ontem de ler o seu absurdamente bom "Que importa a fúria do mar". Fiquei maravilhada. Partindo de uma situação de enfado, quase asco, a protagonista desenvolve um amor improvável, à medida que ouve o relato de um preso político levado para o Tarrafal, pela PIDE. Numa prosa que se não merece o prémio Nobel deve andar lá muito perto, Ana Margarida desfia-nos todos aqueles horrores entremeados com doses de ternura intensa. Recomendo muitíssimo a quem ainda não leu.
    Boas leituras!

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