Dia da língua portuguesa

Hoje é Dia da Língua Portuguesa. Uma língua riquíssima em termos de vocábulos, uma língua que é falada por milhões, uma língua que está em quatro dos cinco continentes, mas que, infelizmente, não tem a difusão que merece e não é falada por quase ninguém no mundo editorial, razão por que as traduções dos livros portugueses são ínfimas. Li num artigo que o que faz uma língua importante não é o número de falantes nem os países que a falam serem economicamente interessantes; a China, por exemplo, é uma potência económica e tem milhões de habitantes, e a sua língua não vale nada porque quase só é falada pelos próprios chineses. O que enriquece uma língua é ser língua de comunicação entre todos, é ser a segunda língua para a maioria dos habitantes do planeta. Nunca chegaremos ao sucesso do inglês... mas celebremos a nossa língua no dia do seu aniversário. Como? Ora, lendo livros portugueses!

Comentários

  1. Última flor do Lácio, inculta e bela ...

    ResponderEliminar
  2. António Luiz Pacheco5 de maio de 2025 às 01:59

    Bom dia!
    Faz hoje 90 anos o incontornável escritor da lusofonia, Luandino Vieira!
    Quem o conhece e quem o leu?
    Faz parte da nossa língua, à qual, sendo falada por muitos e maltratada por bastantes que continuam a dizer "o gerenciamento" do tema, falta-lhe ser lida, mais lida.
    Causas disso?
    Sinceramente não sei, não sou editor, livreiro nem nada disso, apenas leitor.
    Entendo que não seja fácil traduzir Paulo Moreiras para inglês, idioma em que se perde uma boa parte da magia da sua escrita que são justamente os termos! Claro que a qualidade da acção e os personagens mantêm o seu interesse e carisma, mas se calhar não era a mesma coisa?
    Soubemos que a biografia de Camões foi bem aceite no meio académico dos EUA, o que é uma excelente notícia, se bem que de pouca circulação?
    De um modo geral, a literatura europeia não me diz lá muito, incluindo a portuguesa de que se salvam muito poucos autores dos ditos "celebrados", os editados e promovidos pelas editoras e livreiros, que nem sequer arriscam porque acham que não se enquadram na linha editorial ou coisa que o valha, das grandes às pequenas. Cada vez mais leio os autores a que chamo "desalinhados", os que eventualmente até ganham algum prémio de câmara municipal ou assim, mas são ignorados e pouco distribuídos, porque estão fora da corrente, do circuito, para aquém das linhas determinadas pelas editoras que estabelecem as regras de uma pretensa elite pseudo-cultural que só pode ler aquilo que se acha ser o que deve ser publicado. Diversidade? Só na conversa... e., no entanto há nesse grupo desalinhado, coisas muito interessantes, talvez não tão trabalhadas porque lhes faltam os meios e o apoio, menos conseguidas em termos de edição, porém com conteúdos bem mais importantes e até melhores do que aquilo que escrevem os premiadíssimos e celebrados deprimidos crónicos que escrevem para dentro sobre si mesmos e sem vida.
    Enfim, fica o desabafo.

    Saudações e votos de uma boa e proveitosa semana, cá desde a Cidade Morena.

    ResponderEliminar
  3. «... Língua Portuguesa. Uma língua riquíssima em termos de vocábulos, uma língua que é falada por milhões, uma língua que está em quatro dos cinco continentes, mas que, infelizmente, não tem a difusão que merece e não é falada por quase ninguém no mundo editorial, razão por que as traduções dos livros portugueses são ínfimas.»

    São tarefas que mereceriam muito mais o tempo, o trabalho e o dinheiro que foram despendidos nos últimos anos - por diversas entidades, tanto públicas como privadas, nacionais e estrangeiras - nesse projecto estúpido e suicidário que é o AO90.

    ResponderEliminar
  4. Viva a língua portuguesa!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista (http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/)
    Instagram (https://www.instagram.com/jovem_jornalista/)

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório