Canções

Têm saído ultimamente muitos livros de canções. Numa colecção publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda cuja responsabilidade é de Jorge Reis-Sá, saíram, por exemplo, livros com as letras (completas ou escolhidas) de Rui Reininho, Carlos Tê, Miguel Araújo ou João Monge, autores com extensos repertórios de «song-writing» que vale a pena lermos com atenção, mesmo que na maioria das vezes os poemas ganhem vida com a música e a interpretação. Menos comum, porém, é um livro de canções que sai em vez do CD que esperaríamos... Não sei se me fiz entender, mas desta feita as canções só podem ser ouvidas ao vivo ou comprando o livro. Trata-se de Anónimos de Abril: Um Livro de Histórias Reais e Canções Originais, um projecto da autoria de José Fialho Gouveia, Joana Alegre e Rogério Charraz que pretende homenagear figuras como a da senhora que vendia cravos no 25 de Abril ou a de presos políticos que foram torturados para que a democracia enfim chegasse, mas cujos nomes poucos conhecem. São oito histórias que incluem um código QR que dá depois acesso às canções, cujas letras são de José Fialho Gouveia, que qualquer dia terá também o seu livro de letras, pois está a escrever para várias pessoas com grande sucesso. A edição é da Zigurate e permite-nos ouvir música enquanto homenageamos estes anónimos com a leitura.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco12 de maio de 2025 às 02:05

    Acho que vou ficar à espera de um livro com as canções e histórias do 5 de Outubro...
    Bom, recordando, o meu pai tinha a mania de cantar o Hino da Restauração, no 1º de Dezembro, já o meu avô Abreu acordava toda a gente às 6 da manhã, tocando alvorada num cornetim que era recordação da I Grande Guerra, depois ia telefonar ao Sr. Antolin, um galego seu amigo que vivia em Santarém, a dar-lhe os sentimentos. Este, ficava ofendido e cortava relações com o meu avô, faziam depois as pazes na reunião da direcção do clube para o baile da passagem do ano. Era da tradição, noutros tempos com outras pessoas e outros meios.
    Enfim, o que quero dizer é que o 25 de Abril, já aconteceu vão 50 anos, o que significa para tanta gente, já? Pouco, que os que não o viveram, como não vivi o 5 de Outubro nem o 1º de Dezembro.
    Não deixam de ser datas importantes, até fundamentais, no entanto torna-se um bocadinho cansativo o aproveitamento comercial das datas, tal como enjoam as campanhas de Natal que começam em Outubro ou o famoso "dia dos namorados" que são puro merchandising da distribuição.
    Já um livro com letras de autores tão destacados quanto Rui Reininho ou Carlos Tê, esse sim, e já agora e onde pára o Jorge Palma?

    Saudações e votos de uma Extraordinária semana que hoje começa, cá desde a Cidade Morena.

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  2. Bom dia aos Extraordinários, e a propósito do S/comentário deixo aqui um link para canções populares da Nova Angola com um ensaio de Alfredo Margarido que ainda tive como professor. https://www.uccla.pt/sites/default/files/cancoes_populares.pdf.

    Boa semana a todos!
    Dina Alenquer

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  3. Quero dizer Nova Lisboa!

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  4. António Luiz Pacheco12 de maio de 2025 às 03:40

    Fui procurar, fiquei curioso, mas não existe a página...UCCLA, diz que não existe.
    Saudações cá da terra dos Kuribekas!

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  5. Parece ser uma obra fabulosa.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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