Tomar banho

Em minha casa sempre fomos muito de banhos numa altura em que por acaso não era costume tomar banho diariamente em Portugal. Mas, como fazíamos ginástica, judo e outras actividades físicas, estávamos graças a Deus livres desse preconceito de que tomar demasiadas vezes banho fazia mal à pele. Fiquei por isso agarrada a um artigo do The Guardian sobre esse mito; e a médica dermatologista que respondia às perguntas do jornal a partir de um estudo com doentes que tinham eczema explicava que, num teste, os doentes que só tomaram banho duas vezes por semana e os que tomaram todos os dias tiveram exactamente os mesmos resultados, pelo que posso ficar descansada: o banho diário não faz mal à pele. Já o tempo e a temperatura da água podem piorar realmente uma dermatite e, assim, um duche curto e com água morna é o ideal. Por último, aquilo com que nos lavamos é muito importante para a saúde da nossa pele; e, quanto menos substâncias, parabenos, sulfatos e conservantes melhor (sabão azul e branco como dantes?). Perguntar-se-ão os Extraordinários o que terá isto dos banhos a ver com o nosso blogue. Pois, nada, mas falo disto aqui porque a palavra "conservantes" diz-se curiosamente em inglês "preservatives", que é muito mais parecida com "preservativos". Ora, isso fez-me pensar qual seria a razão dessa afinidade e dei comigo a pensar que o preservativo, além de deter a saída dos espermatozóides, conserva efectivamente o sossego dos que não querem filhos na oportunidade em que têm relações sexuais. Um post fora do baralho, mas ainda estou a norte a terminar a minha participação no LeV numa escola.

Comentários

  1. A língua inglesa é muito traiçoeira. Veja-se, por exemplo, o adjectivo "constipated"...
    Boas leituras

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  2. São os chamados: False Friends. E então, o adjectivo Funny? Tanto pode ser estranho, como engraçado.

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  3. António Luiz Pacheco7 de abril de 2025 às 02:55

    Preservativo é algo que preserva... pode até ser sinónimo de conservante.
    Se a língua inglesa é traiçoeira, atão a portuguesa é do piorio!!!!
    São célebres os trocadilhos dos ingleses, cujo humor é Extraordinário, lembro. Quem se recorda do famoso agent Crabtree da fabulosa série "Allo allo" e do seu "good moaning"?

    By the way, lembro-me de uma história algo caricata passado com uns confrades meus há muitos anos.
    Haviam, creio que se passou com os irmãos Henrique e Renato Jourdan e o fotógrafo era o Alberto Pais. Tinham capturado um grande safio e estavam no parque de estacionamento da praia, a fazer umas fotos com ele. Atraíram os curiosos habituais entre eles umas senhoras de idade, turistas inglesas que se puseram a admirar a cena, até que os meus amigos na tentativa de fazer uma boa foto dizerem alto, para o que estava com a câmara: "Foca, foca..".
    As inglesas fizeram um ar escandalizado e saíram dali indignadas.
    O equívoco idiomático ficou gravado nos anais, não dos incidentes diplomáticos mas, do nosso anedotário.

    Votos de uma Extraordinária semana para todos, são os meus votos cá desde a Cidade Morena.

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  4. Post curiosíssimo! Parabéns por tamanha criatividade.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista (http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/)
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    Até mais, Emerson Garcia

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  5. Já que estamos numa de criatividade com um piquinho de malandrice...

    Que post bem esgalhado!

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  6. Cláudia da Silva Tomazi7 de abril de 2025 às 08:56

    Pois sim, muito natural no Brasil e corre solta a expressão do “vai tomar banho” fulano(a). Falar para alguém quando está lhe “enchendo o saco”.
    Ah, se lhe emenda para dizer o que é sinônimo do quase “saco cheio” é quando o indivíduo perde a paciência com outra pessoa que está por “encher o saco” e recorre ao carinhoso “vai tomar banho”. Na linha de xingar, os brasileiros são bem criativos e óbvio tem coisas mais pesadas.

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  7. «Quem se recorda do famoso agent Crabtree da fabulosa série "Allo allo" e do seu "good moaning"?»

    Eu recordo-me, António. Adorava, e adoro, a série, e a minha personagem favorita é Otto Flick (o agente da Gestapo).

    Sei de uma história parecida à que contou sobre os seus amigos pescadores e as turistas inglesas. Uma pessoa da minha família fez, há muitos anos, uma viagem ao Canadá com uma amiga, onde esta tinha parentes emigrantes; estes recomendaram-lhes que, principalmente nas refeições mas não só, não dissessem a palavra «faca». Pois... ;-)

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  8. Albertino Nunes Ferreira7 de abril de 2025 às 14:33

    Nos anos 60 tive um problema de pele e consultei um dermatologista que tinha consultório ali para os lados do Parque Eduardo VII; qual foi o meu espanto quando o médico disse que eu devia evitar o excesso de "baldeação", foi a palavra que ele empregou; não segui o seu conselho e o problema resolvi-o com uns cremes adequados .

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  9. Que esquisito, pensar que 'preservativo' tem que ver com conservar o sossego de....

    Diz-me o bom senso que são preservativos porque 'preservam a saúde' ou, provavelmente mais correcto, 'preservam da doença'. O nome não tem nada que ver com evitar a fecundação, é algo que tem mais que ver com os dois parceiros: protege-os da doença.

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