Calhamaços
Estava um dia destes em casa, à secretária, olhando para as estantes à procura de assunto para este blogue, crente de que as lombadas me trariam alguma recordação digna de ser aqui narrada, quando percebi que, àquela distância, só conseguia ler os títulos nos calhamaços (esta minha vista já não é o que era), porque aí as letras são mais gordas. Não são muitos os livros que lá tenho com mais de 600 ou 700 páginas (embora haja mais alguns no escritório do Manel e na estante do corredor, verifiquei depois); mas apareceu-me logo o Americanah, da Chimamanda, mais adiante o Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell (que reúne os maravilhosos Justine, Balthazar, Mountolive e Clea); umas filas abaixo Shantaram, de um australiano que fugiu para a Índia, Gregory David Roberts, um romance que publiquei há uns quinze anos ou mais e que está de novo disponível pela editora Cultura; e entre os autores que escrevem em castelhano Pátria, de Fernando Aramburu (um livro sobre a ETA, que também foi adaptado à televisão numa série basca muitíssimo fiel ao romance), e O Viajante do Século, de Andrés Neuman, autor argentino que vive em Espanha há muitos anos, mas cujos livros seguintes já não me agradaram tanto. Então, como estava sem assunto, resolvi que escreveria este post só para perguntar aos Extraordinários quais são os primeiros 4 ou 5 calhamaços que vêem quando olham para as vossas estantes de ficção. (Digo ficção, porque senão haverá demasiados dicionários e Histórias na resposta...)
A Montanha Mágica, Thomas Mann.
ResponderEliminarA grande guerra pela civilização, de Robert Fisk (Edições 70)
ResponderEliminarD. Quixote de la Mancha, de Cervantes (Relógio d'Água)
Os romances, de Machado de Assis (Glaciar) - Este na realidade não conta como calhamaço visto incorporar várias obras do autor brasileiro
Obra Poética, de Sophia (Caminho)
Boas leituras
Os contos de Edgar Alan Poe
ResponderEliminarWonderstruck e A invenção de Hugo Cabret de Brian Selznick
Pátria
O quarteto de Alexandria, L. Durrell
ResponderEliminarA piada infinita, David Foster Wallace
2666 - Roberto Bolaño
Meio sol amarelo - Chimamanda Ngozi
4321 - Paul Auster
A Montanha Mágica, Moby Dick, David Copperfield, Oliver Twist e Um defeito de cor.
ResponderEliminarAs benevolentes - Johathan Littlell
ResponderEliminarAmericanah - Chimamanda Ngozi Adiche
Até ao fim da terra - David Grossman
Tiago Veiga - Mário Cláudio
Ana Karenina - Lev Tolstoi
Curiosamente, os meus calhamaços são obras de poesia reunida e de vários autores. Depois, só tenho "A Cidade de Deus" e "Psicologia" obras editadas pela Fundação Gulbenkian. Creio nunca ter lido romances com mais de 400 páginas.
ResponderEliminarHoje há primavera!
Vejamos... não é fácil, pois tenho diversas estantes em duas divisões diferentes.
ResponderEliminarNa divisão onde está a ficção, mas também biografias e ensaio, filosofia, esoterismo e religião, poesia, temas históricos, há 4 armários com porta envidraçada, cada um num canto...
Assim de memória, os cartapácios que saltam à vista são vários e não consigo recordar todos os nomes, mas "África Continente Misterioso é talvez o maior do primeiro armário, no segundo, talvez seja "A Oeste do Eden" que sobressai a côr de laranja, no terceiro... "Toni Bessone Basto - Vontade de Vencer" e a biografia de Churchill, destacam-se logo pelo tamanho, "Equador" é um título que me salta à vista. No quarto, são livros mais pequenos e não há grandes destaques por volume de lombada, não sei porquê recordo-me de ver três: "O linguado", "Henderson o rei da chuva" e "Conversas na Catedral" e o maior e colorido, "A rainha do Sul".
Enfim que grande trabalhêra nos foi aqui e hoje dada!
Saudações e lembranças cá da Cidade Morena!
Muito interessante este tema. Levou-me a olhar para a estante e ver os destaques.
ResponderEliminarRosa do Mundo - 2001 poemas para o futuro;
Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa - Maria Alberta Menéres E.M. de Melo e Castro;
Fiama Hasse Pais Brandão - Obra Breve;
Pessoa - Uma Biografia - Richard Zenith;
Viagem Maior - Duarte Belo / João Abreu;
Herberto Helder - Poesia Toda - Assírio e Alvim;
... domínio absoluto da poesia!
Aí vão alguns:-Dostoievski-Diário do Escritor;-Guerra e Paz-Tolstoi;-O Homem Sem Qualidades-Robert Musil;-O Espelho e a Luz-Hilary Mantel;-Joseph Frank-Dostoievski:Cinco calhamaços (Biografia); A Bela do Senhor-Albert Cohen;-A Montanha Mágica-Thomas Mann-Anna Karenina-Tolstoi; Roberto Bolagno-2666.
ResponderEliminar-SE ISTO É UMA MULHER - Sarah Elma- 735 págs.
ResponderEliminar-ENTREVISTAS DE NUREMBERGA (revelações/entrevistas dos nazis a um psiquiatra americano) - 585 págs.
-PEQUENO GRANDE HOMEM-Thomas Berger - 553 págs.
-MOCIDADE PORTUGUESA-Jorge Calado -561 págs.
-MARLON BRANDO-CANÇÕES QUE A MINHA MÃE ME ENSINOU (biografia do melhor actor da história do cinema) - 510 págs.
-A MONTANHA MÁGICA-Thomas Mann - 832 págs.
-A FOGUEIRA DAS VAIDADES-Tom Wolfe -740 págs.
SONTAG (não é ficção, mas uma biografia). É gritante!
ResponderEliminar"Viagem a Portugal", José Saramago
ResponderEliminarEntre as biografias e os livros de História há muitos calhamaços.
ResponderEliminarDo resto: 4321 de Paul Auster, Contos de A.C.Andersen, Ana Karenina de Tolstoi, Os Passageiros da Sombra de Jaime Nogueira Pinto, uma pequena Vida de Hanya Yanagihara.
Apneia da Tânia Ganho,
ResponderEliminarNeste escritório, ao virar do pescoço, e furando a premissa "área ficção":
ResponderEliminar– Moby Dick (edição Estúdios Cor, de 1962)
– Luta Armada, de Isabel do Carmo, Dom Quixote
– Rosa do Mundo. Da Assírio
– Steve Jobs. Da Objectiva
– Life, de Keith Richards. Editora Theoria
Achei curioso o desafio proposto pela "dona" desta sala de leitura e olhando para a estante que está neste momento, por detrás das minhas costas, o meu olhar atingiu dois calhamaços entre vários outros - Códigos - de um dos comentadores deste blog (presumo eu), mais interventivo, António Luiz Pacheco.
ResponderEliminarUm romance de aventuras no século XIX, de seu nome "Larguesa, Vols I e II", 1º edição 2010, da Editora Chiado (não gosto nada desta editora), que adquiri num alfarrabista, via internet.
Confesso que ainda não tive oportunidade de o ler. Talvez, agora...
João Carolino
..."Largueza"...
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