Uma estreia auspiciosa

Quem Tem Medo dos Santos da Casa, de Sara Duarte Brandão, é a história de Maria Teresa, uma mulher que cresceu numa pequena vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade que encontrava nos livros e numa paixão clandestina. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido haviam sonhado para ela, resolveu pôr em causa as ordens e as tradições, tomar as rédeas do seu destino, deixar para trás uma vida de conforto e atravessar o rio em busca de emancipação. Hoje encontramo-la a tecer tapetes numa casa escura que ninguém sabe o que esconde e é considerada uma espécie de bruxa; porém, é numa amizade improvável com uma menina que aprende com ela a amar os livros, que Maria Teresa encontrará a redenção. Com um ritmo poético e introspectivo, a narrativa desenrola-se em pequenos fragmentos belíssimos que reflectem as superstições de uma comunidade marcada por um episódio com consequências dramáticas. Mas onde todos veem horror Maria Teresa vê beleza e possibilidade. Terão, ela e Joana, medo dos santos da casa? Romance inspirado na história dos santos do escultor Altino Maia que foram retirados da Igreja de São Pedro da Afurada, é na ficção que esta obra desafia algumas verdades. Vencedor do Prémio Cidade de Almada.


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Comentários

  1. Claudia da Silva Tomazi13 de março de 2025 às 05:24

    Gostei imenso do título e parabéns para autora Sara Duarte Brandão.

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  2. Costuma-se dizer que Santos da Casa não fazem milagres. Acontece que a sinopse apontada pela Maria do Rosário e a capa deste livro, são tentadoras, o que me leva a procurá-lo num ponto de venda.
    O título é uma interrogação, o ambiente de superstição certamente estará na trama como tentador.
    No meu regresso a estes comentários, depois de um interregno prolongado e após uma anterior entrada infeliz (que a Rosário não gostou), sabe bem receber estas novidades literárias, como sempre pertinentes e justificadas, tal como a autora do blog nos habituou desde sempre.

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  3. Regresso ao comentário, porque esqueci de apontar que este título me fez recordar "Quem tem medo de Virginia Wolf" de Edward Albee.

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