O mês da poesia
No fim-de-semana passado estivemos a celebrar o Dia Mundial da Poesia no CCB com várias actividades. Março é mês de Poesia e da Primavera e lá fora, especialmente nos países francófonos, há muitos lugares onde se festejam ambas com um festival chamado Printemps des Poètes, como é o caso do Luxemburgo, aonde irei no fim do mês. Enquanto não chega a data, estou a deliciar-me com uma antologia que tem organização do poeta Rui Lage chamada Filhos da Época e dedicada ao 25 de Abril, na qual 50 poetas portugueses escrevem poemas políticos. De Manuel Alegre às ainda jovens Beatriz Almeida Rodrigues ou Inês Francisco Jacob, passando pela minha geração, com Fernando Pinto do Amaral, Jorge Sousa Braga ou Rosa Oliveira, esta é uma antologia que representa bastante bem a poesia contemporânea e conta com um prefácio de Augusto Santos Silva, presidente da Assembleia da República aquando da ideia e da encomenda aos poetas. Aliás, a edição é da própria Assembleia. Espreite e deguste.
Amo Poesia e é difícil saber quem não ama. E que incrível experiência, apreciar poesia esta paixão sob a visão espraiada, acolhida a política. Realmente os portugueses têm a excelência por literatura.
ResponderEliminarNão tem nada a ver com o tema de hoje, ou tem... mas, li agora que faleceu ontem Francisco Guedes.
ResponderEliminarNão me quero antecipar nem pôr à frente, mas parece-me digno de ser divulgada a notícia e lembrar que se é triste que se tenha ido, também deixa obra e boa memória, portanto.
Eu cá, para que conste, estive internado desde Sexta-feira última e saí hoje de manhã, com complicações várias que começaram com uma gastroenterite talvez provocada por beber sumo de gajaja comprada na rua, complicado pelo sempiterno paludismo e um pico de glicémia inesperado e inusitado que foi o que me deitou abaixo. Notem que bebo o sumo de gajaja sem açúcar, gosto daquela acidez. Enfim o famoso DNA (Data de Nascimento Antiga), que a todos cobra e acaba por levar. Só que uns deixam obra e outros não, talvez eu seja ainda lembrado pelo meu perú recheado e assado no forno?
Poesia faz falta, não sendo embora a minha área primeira de interesse... mas ainda ontem a propósito de uma citação que vi num texto na net, estive a ler Tennyson.
Saudações ainda pouco saudáveis cá da Cidade Morena! Descansem que ainda têm de levar comigo, pelo menos até ao Natal... o perú assim o exige e os meus crocodilos!
Extra Cláudia, cara amiga, faço um reparo: - os portugueses? Ou a língua portuguesa?
ResponderEliminarSaudações poéticas cá da Morena Cidade!
As melhoras!
ResponderEliminarObrigadinho... Oku eca olopandu!
ResponderEliminarO Pacheco respondeu em Umbundu e disse "muito obrigado".
ResponderEliminarTambém lhe desejo as melhoras e, numa próxima, mais cuidado com o ácido da fruta da gajajeira.
Quanto ao Dia Mundial da Poesia, a celebrar como outros dias, direi que a Poesia tem 366 dias em anos bissextos e menos um nos restantes.
Abraço ao Extraordinário amante do sumo da gajaja, com a garantia que esse fruto
não existe no Planalto.
Vou retificar, antes que o António Luiz o faça: quando disse que não existe no Planalto a gajajeira, não me referia do Planalto Central de Angola.
ResponderEliminarQuerido extraordinário ALP sem os portugueses não haveria língua portuguesa. Aliás, são as letras da Baética, Ática e Lusitânia… tão perto e tão distante essa Gramática maravilhosa.
ResponderEliminarComo escreveu o outro, a língua portuguesa é a nossa pátria... somos portanto conterrâneos, pelo menos intelectualmente... fora no amor pelo mar!
ResponderEliminarBem-hajas Cláudia!