Uma história divertida
Nesta edição das Correntes d'Escritas, foi inaugurada na Biblioteca da Póvoa de Varzim, hoje dirigida por Lurdes Adriano, uma exposição de Daniel Mordzinsky chamada Mundo Sepúlveda e dedicada ao escritor que morreu de COVID em 2020 (e que é muito apreciado pelo pessoal da Póvoa de Varzim por ter sido um dos primeiros convidados do encontro e ter voltado lá muitas vezes). Uma das fotografias dessa exposição é uma casa no meio da selva (com Sepúlveda num terraço), creio que na Colômbia ou na Venezuela, perto do lugar onde tinham sido rodadas cenas do filme O Velho Que Lia Romances de Amor, baseado no romance homónimo do autor chileno. Muitos anos depois dessas filmagens, o escritor tentou regressar ao sítio das filmagens, mas a selva já tinha engolido tudo. No entanto, apareceu de repente do meio do nada um jipe com uma senhora francesa que quis saber o que fazia ali um grupo de pessoas vindas da cidade, e eles explicaram-lhe ao que iam. Ela levou-os ao local (já nada sobrava, claro) e depois convidou-os para tomarem um chá na sua casa (a da fotografia), também no meio do nada e com redes a toda a volta para proteger os habitantes das feras. Quando Sepúlveda lhe perguntou por que diabo se instalara ali uma senhora francesa, ela respondeu que, em tempos, tinha visto um filme chamado O Velho Que Lia Romances de Amor e se tinha apaixonado pelo sítio, onde comprara um terreno e mandara construir aquela casa; mas que o cinema era muito mentiroso, porque na verdade aquilo não tinha nada que ver com o idílio do filme... Sepúlveda contou-lhe então quem era.
Santa ingenuidade... para não dizer patetice!
ResponderEliminarMas faz-nos rir, sem dúvida...
Fui muito amigo de um grande Caçador Africano de renome mundial, o Mestre José Pardal, muito conhecido e autor de livros editados em vários países do Mundo.
Era um senhor muito rijo e vivo, porém e como se costuma dizer de "fraca figura", pois era baixo e magro.
Contava que uma vez, esteve numa feira, creio que nos EUA, para apresentar as suas obras, sendo interpelado por um confrade americano, homem grande e possante quem muito admirado questionava se ele era de facto quem diziam ser... não acreditava que o célebre caçador de elefantes fosse assim físicamente tão pouco impressionante!
Saudações ingénuamente felizes cá da Cidade Morena
Si non e vero e ben trovato.
ResponderEliminarCrédula senhora francesa, burlesca história.
ResponderEliminarOra aí está uma biblioteca que não conheço. Infelizmente não vou para norte a tempo de visitar a exposição sugerida:https://www.cm-pvarzim.pt/eventos/exposicao-mundo-sepulveda/
Boas leituras
Retribuo a sugestão com esta outra exposição, para quem andar pela capital do império:
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/nos-45-anos-do-sns-exposicao-celebra-o-legado-e-poe-o-dedo-na-ferida-022425
Galeria do Pavilhão 31, Hospital Júlio de Matos (Alvalade). 25 Fev- 5 Abr. Qua-Sáb 14.00-19.00 (encerra aos feriados). Entrada gratuita
Mas de patronímico adequado ao físico !
ResponderEliminarCom respeito o quesito (metem-se floresta adentro) este mês completou a década do assassinato no Pará de Dorothy Stang; das Irmãs de Notre Dame Namur. Bem do contrário a diversão: pela coragem na floresta a tristeza de Dorothy, foi barbaramente “trucidada” em Anapu na bacia amazônica.
ResponderEliminarQue verdade romanesca, Rosário. Mas é assim mesmo, o romance não concretiza a realidade.
ResponderEliminarAhahah! Inteiramente...
ResponderEliminarNo entanto, ingenuidade à parte, atrevo-me a concluir que o objectivo do romance do estimado escritor, foi plenamente atingido!
ResponderEliminarNão é essa a Extraordinária magia da literatura? Levar-nos a essas ilusões, apesar de não poderem ser levadas a tal extremo, é claro.
Alimentar a nossa imaginação, fazer-nos sonhar, fantasiar, é talvez a função maior da literatura. Será?
talvez ainda seja "cedo" mas é a primeira vez que ouço sobre esta ediçao do Escritas.
ResponderEliminar