Maria Teresa Horta

Quando conheci pessoalmente Maria Teresa Horta, ela era jornalista no Diário de Notícias e foi a primeira pessoa a entrevistar-me para um jornal (antes só tinha sido entrevistada para a Rádio Comercial por Pedro Rolo Duarte). Mas, mais do que uma jornalista, tratava-se de uma senhora muito combativa, que lutava pelos direitos das mulheres desde os anos 1960, e ainda de uma escritora que começou pela poesia e terminou como romancista de grande fôlego, sobretudo com a obra As Luzes de Leonor (sobre a Marquesa d'Alorna, sua antepassada). A Maria Teresa morreu na semana passada e foi uma perda muito grande para a cultura portuguesa e para a poesia, que já tinha perdido Adília Lopes no final do ano e tem vindo a perder muitos poetas nos últimos anos. A BBC tinha-a considerado há pouco tempo como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo, lembrando o processo das Novas Cartas Portuguesas e a sua dedicação ao feminismo e à emancipação das mulheres. Leiam os seus livros. Se ela partiu, a sua obra ficou cá.

Comentários

  1. Direi, de forma talvez prosaica mas que julgo ser verdadeira, que certas pessoas quando morrem deixando obra feita e memórias do que fizeram, tenha sido bom ou mau, não morrem portanto.
    Assim se ganha a eternidade.

    Saudações eternas da Cidade Morena.

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  2. Claudia da Silva Tomazi10 de fevereiro de 2025 às 04:58

    No Brasil conhecida através da poesia com grande difusão entre as paulistas.

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  3. Uma perda irreparável.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE VERÃO do dia 19 de janeiro à 06 de março, mas comentarei nos blogs amigos nesse período. O JJ, portanto, está cheio de posts legais e interessantes. Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista (http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/)
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    Até mais, Emerson Garcia

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  4. Não vamos esquecê-la nem à sua poesia. As mulheres devem-lhe essa luta sem tréguas pela igualdade de direitos e deveres. Devem-lhe a carga erótica dos poemas, a sexualidade presente e antes proscrita. Devem-lhe a coragem de afrontar o bem pensar instituído e ser mãe e mulher como todas as outras. Devem-lhe certo ar traquina e espírito de contradição onde o julgou necessário e que me parece ter sido sempre.
    Devemos-lhe o não deixar cair os ganhos e ampliá-los. Creio que ficará contente.

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