Correntes d'Escritas
Mais logo irei para as Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, onde ficarei até ao final, acompanhando vários autores que publico e foram convidados para esta edição do encontro mais ibérico de Portugal e arredores: Luísa Sobral, que acaba de publicar o seu primeiro romance (Nem Todas as Árvores Morrem de Pé); o venezuelano Rodrigo Blanco Calderón, autor de Simpatia, nomeado para o Booker Prize Internacional; David Machado, autor de literatura para todas as idades, que publicou recentemente o romance Os Dias do Ruído, que é mesmo para ler por todos quantos se preocupam com a dependência dos jovens dos dispositivos digitais e das redes sociais; Nicolau Santos, de quem publiquei no final do ano passado Amarelo Tango, um livro sobre o que foi viver em Angola antes e depois da independência; e finalmente José Carlos Barros, um dos meus poetas de eleição e de quem publiquei uma magnífica antologia chamada Taludes Instáveis e dois romances, um dos quais venceu o Prémio LeYa. Talvez vos encontre por lá nos próximos dias, mas aqui só regressarei na segunda-feira e depois contarei como foi e que surpresas houve. Espero que fiquem bem.
Li “Os Dias do Ruído” do David Machado com grande prazer. A personagem principal, Laura, uma jornalista de guerra que se torna super famosa por, ao frequentar um café em Paris, ser ameaçada por um terrorista islâmico que irá todos aí matar, se não fosse a sua reação ao fazer-lhe um “mata leão “ que o aniquila. Alguém filma a façanha com telemóvel e difunde nas redes sociais e assim Laura torna-se uma heroína global que vai viver, viajando de evento para evento, da sua inesperada notoriedade. Muito engenhoso, muito atual e bem escrito! Uma delícia.
ResponderEliminarFicamos à espera das novidades, das fofocas, dos casos e do mais que aconteça, agora sem Covid que possa vir a custar a vida de alguém! (Toc-toc-toc) -som da madeira....
ResponderEliminarProveche, que todos nós provecharemos també! São os meus votos cá da Cidade Morena.
LEYA IMPEDE PUBLICAÇÃO DE ROMANCE DE GERMANO ALMEIDA COM O TÍTULO “CRIME NAS CORRENTES DE ESCRITA”
ResponderEliminarOra aqui está uma interessante estória para a Maria do Rosário Pedreira nos contar quando regressar!
Quem terá Germano insultado?
Quem será o Anónimo?
Onésimo ou Zambujal?
Golpe publicitário?
O livro vai vender ! (debaixo da banca, como no antigamente?)
Ao pesquisar no google com este assunto, a resposta é:
ResponderEliminar"Alguns resultados podem ter sido removidos ao abrigo da legislação de proteção de dados na Europa."
Curioso!
Censura na rede?
ResponderEliminarA notícia está dada pelo punho do próprio Germano Almeida no JL a acompanhar a pré-publicação do primeiro capítulo do dito romance.
O crime é o roubo de um manuscrito inédito do Mário Zambujal e os primeiros suspeitos são os escritores dos PALOPs,
ResponderEliminarSe J.C.B é um poeta de eleição, então porque é que não o editou antes do prémio Leya? Não há nada mais tendencioso do que um editor hipócrita.
ResponderEliminar'por que é que'
ResponderEliminarEsta mania de achar que a separação 'por que' é brasileirismo quando é tão portuguesa... Os brasileiros neste caso, têm tendência para escrever bem, os portugueses cada vez menos.
No caso do seu comentário, É PRECISO SEPARAR!!! o 'por' do 'que'). Eu até escreveria apenas 'por que não o editou'; 'por que é que não o editou' é coloquial de mais (atenção: DE MAIS, não DEMAIS, que significa outra coisa – o editor em causa também não sabe disso, que já reparei noutras publicações...). Ainda se fosse um diálogo: nesse caso o 'por que é que' justificar-se-ia.
Vejo que comete os mesmos erros do editor hipócrita a que se refere.
À parte isso, um erro grave de raciocínio (seu, claro): por que há de o poeta não ser de eleição só por o editor que o elege não o ter editado??? Não consigo perceber nem a hipocrisia nem a pertinência do comentário.
Por acaso editei-o antes do prémio LeYa, um romance maior chamado Um Amigo para o Inverno.
ResponderEliminarReferia-me à poesia.
ResponderEliminarNão publico poesia na LeYa, nem nunca a publiquei em nenhuma editora onde trabalhei. Foi uma excepção, apenas porque o autor publica comigo a ficção e achei que os seus livros de poesia estavam demasiado espalhados por aí e mereciam um lugar de acolhimento. Não vejo qualquer hipocrisia nisto, mas o anónimo lá sabe, um bom julgador por si se julga, dizia a minha avó.
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