Com história
Acabo a semana com um post preguiçoso, que interessará apenas aos lisboetas: a nossa Livraria Buchholz, tantas vezes votada como Livraria Preferida dos portugueses numa iniciativa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, tornou-se uma «Loja com História». Além, claro, de todas as semanas ser palco de numerosas histórias (as dos livros que vende e lança, as dos podcasts ali gravados, as dos clubes de leitura incrivelmente concorridos), agora a Buchholz tem também o selo da História com H maiúsculo. A distinção, que é atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa a estabelecimentos comerciais de todos os tipos (tenho na minha rua uma drogaria que também foi distinguida com o mesmo selo), reconhece a relevância do espaço cultural e a sua preservação ao longo do tempo (ainda lá está o cadeirão de Snu Abecassis, fundadora das Publicações Dom Quixote). A livraria deve o seu nome ao fundador Karl Buchholz, um judeu alemão que abriu o negócio em 1943 quando se refugiou em Lisboa, inicialmente na Avenida da Liberdade e só nos anos sessenta na Rua Duque de Palmela. No início, era livraria, galeria e discoteca (não para dançar, mas para vender discos) e já passou por várias fases (quando eu andava na faculdade era uma desarrumação completa!), mas hoje está linda de morrer e viva como nunca! Tem o melhor pessoal que há, faltou dizer. Visitem-na e comprem lá livros!
Aposto os meus rins e o anel: se se lesse mais (se falasse e reflectisse) os populismos ficariam confinados aos baús da história.
ResponderEliminarNas redondezas, não posso deixar de aconselhar este restaurante, onde até pode arriscar um pé de dança ao almoço https://www.tripadvisor.pt/Restaurant_Review-g189158-d8769628-Reviews-Associacao_Caboverdeana-Lisbon_Lisbon_District_Central_Portugal.html
Boas leituras
Tenho muita saudade das muitas livrarias existentes no Chiado.
ResponderEliminarEra habitual, quando andava no liceu de Oeiras, apanhar o comboio e ir às livrarias, já nesse tempo... ver, folhear e sonhar com livros e revistas.
Mais tarde, já nos anos 80, quando fui trabalhar para o Pingo Doce, o nosso escritório era por cima da loja da Garrett, era fácil e frequente fazer incursões às livrarias ou mesmo aos alfarrabistas lá mais para cima.
Tenho saudades dessas livrarias, dos livros e de outras coisas desse tempo.
Confesso que não consigo gostar de ir à FNAC e outros estabelecimentos pseudo-livreiros, nem dos hipermercados... continua a preferir a livraria Costa em Santarém, ou, vá lá, a "minha Bertrand" no WShopping em Santarém... que remédio, havia uma livraria do Grupo Leya mesmo ao lado do centro comercial, mas fechou há muito.
Aqui na Cidade Morena, as poucas livrarias são uma tristeza!
A Sofia Bragança Buchholz pelo menos manteve o gosto pelos livros!
Saudações livreiras cá da Cidade Morena, em modo de preparativo para uma incursão de 4 dias ao Sul - Bentiaba, Inamangando, Piambo, Chapéu Armado... por aí, se alguém lá passar perto faça o desvio e procure-me.