Uma casa Para Sempre

A casa onde viveu o escritor Vergílio Ferreira, na aldeia de Melo, perto de Gouveia, abriu para residências artísticas temporárias, e os curadores serão Adélia Carvalho (se não conhece os seus livros e projectos, ainda vai muito a tempo, para alguma coisa serve a Internet) e Valter Hugo Mãe (o romancista vencedor do Prémio Literário José Saramago com o Remorso de Baltazar Serapião), que já estão a aceitar inscrições. Como sei que me lêem vários autores de livros, mas também cantores e artistas de outras áreas, divulgo já que se iriam sentir lá muito bem a trabalhar, já que a casa foi amplamente remodelada e remobilada, tem aquecimento, dois quartos, cozinha, casa de banho e, bastante importante como inspiração, uma vista soberba para a serra! Quem for escolhido para estas residências ocupará o segundo andar, em ambiente bem sossegado, e poderá ali conceber, adiantar ou terminar algum projecto artístico, bem como participar em actividades nas redondezas. O rés-do-chão e o primeiro andar estão abertos ao público, para visitas à casa do grande Vergílio, cuja entrada é gratuita. Tente-se a apresentar um projecto aos curadores, porque não?

Comentários

  1. Novas residências literárias, ou criativas em geral, são sempre boas notícias !
    Agora, deviam pagar mais do que 1300€ por mês e também dar a garantia de haver pré-acordo com editora (ou galeria) para que a obra aí criada venha a ser impressa ou exposta.

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  2. Amigos do Valter, esfreguem as mãos.

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  3. António Luiz Pacheco9 de janeiro de 2025 às 04:58

    Fico curioso com estas notícias, pois são para mim algo de exótico e até distante.
    Os custos de uma estadia dessas será comportável para um autor? Creio que só para os que vivam disso, porque implica o afastamento a que nem todos podem aceder.
    Já vi situações destas em romances e filmes, o autor que se isola em busca de poder criar, no entanto são sempre autores de muito sucesso, que comunicam com o seu agente... será que temos no nosso panorama esse tipo de autores? Digamos, profissionais de sucesso com agente, editor, etc. a "fazer dinheiro" com a sua arte? Quererão as editoras correr o risco de subsidiar o autor por esse período?
    Desconheço por completo, mas fica a curiosidade.

    Saudações cá do Bairro Ribatejano.

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  4. Meu caro amigo, pôs o dedo na ferida: mais do que dar mesa, cama e roupa lavada, o que os potenciais escritores precisam é quem garanta a publicação e distribuição das suas inéditas criações.
    Depois disso, se a escuridão os envolver, a culpa serâ só deles e do fraco apelo ou qualidade da obra.
    É necessário que os Editores, num dia de misericordiosa generosidade, criem em consórcio mecenátoco (com benefícios fiscais para os fundadores) uma Editora de Novos Autores para dar a oportunidade para quem não sabe (ou tem engulhos em) fazer networking, a palavra chique de compradio.
    Eles que comam brioches, perdão residências literárias, sussurram os editores !

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  5. Vista do exterior é uma casa tão bonita! Quando a visitei julgo que não recebesse visitantes, estava em absoluto silêncio.
    Muita inspiração para quem conseguir a estadia. E sim, a vista para a serra é uma maravilha, ainda que a não tenha mirado das suas janelas.

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  6. A sério, o valtinho?! como diria Luis Pacheco: “saúde é bichas”

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