Strout ataca de novo
Já aqui confessei que sou uma verdadeira fã da obra de Elizabeth Strout, a escritora norte-americana que começou a escrever bastante tarde para os parâmetros habituais mas que, em pouco mais de meia dúzia de romances, se firmou como um dos principais nomes da literatura contemporânea. Ainda ontem, numa sessão em que falei de projectos literários que aprecio especialmente, me referi a esta autora que tem duas personagens notáveis que atravessam a sua obra: Olive Kitteridge, uma antiga professora de Matemática implacável com a estupidez humana e sem a menor paciência para a família (há uma série de televisão baseada nos dois livros em que é protagonista (Olive Kitteridge e A Segunda Vida de Olive Kitteridge); e Lucy Barton, que temos a oportundiade de ler, não cronologicamente, em romances que falam da sua infância, do reencontro com a vida pobre do campo quando já se tornou uma escritora conhecida, da procura de uma cunhada desconhecida, do período da COVID com o ex-marido, do reencontro com a mãe num hospital, enfim, sempre a mesma Lucy em várias idades e contextos. Num dos livros da série Lucy Barton, apareceu por acaso alguém que mencionava a Olive, mas agora estou fascinada: o novíssimo Conta-me Tudo, que vou comprar a correr, faz com que ambas, Lucy e Olive, se conheçam. Não posso esperar por mais esta surpresa. Leiam esta autora, que não se vão arrepender.
Também sou fã de Elisabeth Strout. Creio ter comprado todos os seus livros e lamento não ter visto as séries, parece que chegaram a passar na tv. É nítido que vou comprar "Conta-me tudo".
ResponderEliminarBom Dia
É um belo livro sobre a primeira velhice, a que vai dos 55 aos 70. Sobre reformados, as suas fraquezas e fantasias, algumas delas bem irrealistas, ou seja, aquelas que realmente acontecem, mesmo em idades maduras.
ResponderEliminarComo velho que eu sou, deliciei-me com o “Conta-me Tudo” que li no original há uns quatro meses. A Elizabeth Strout é daquelas escritoras que procuro porque as suas histórias sempre me têm dado prazer. Ela é senhora de uma escrita fluida, de enredos criativos e sempre plenos de humor e ironia. Acho, no entanto, que não será a maior estilista literária em língua inglesa. Para mim, ela está a par do David Lodge: não há romance de qualquer dos dois que me desagrade, mas, apesar das virtudes de ambos, ficam, a meu ver, uns furos abaixo da ficção de Auster ou Roth.
A paixoneta tardia do protagonista masculino deste romance é hilariante! Ri-me imenso e gostei que os seus desaires fossem contados por uma narradora com um olhar benévolo sobre o envelhecimento, fase da vida que a própria autora estará também a atravessar.
Não conhecia essa autora. Pesquisarei seus livros. Obrigado pela dica!
ResponderEliminarTambém sou muito fã. Vi a série e está muito bem conseguida.
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarPara uma novata que sou - nunca li nenhum livro desta Autora - que sugestão me poderão dar para a escolha do primeiro livro ?
Obrigada.
A indicação é excelente. Obrigado.
ResponderEliminarVale a pena corrigir o tempo do verbo no trecho abaixo.
... do reencontro com a vida pobre do campo quando já se tornara uma escritora conhecida...
A FLAD recebe no próximo dia 13 de fevereiro, às 18h30, a escritora Elizabeth Strout, autora de Olive Kitteridge que lhe valeu um Prémio Pulitzer para melhor livro de ficção, para mais uma edição do Meet the Author – Encontros com Escritores Americanos.
ResponderEliminarEsta sessão já não tem lugares disponíveis. Em alternativa, acompanhe-nos em direto através do canal de Youtube da FLAD aqui.
https://www.flad.pt/elizabeth-strout-vencedora-do-pulitzer-13-de-fevereiro-na-flad/
Olive Kitteridge pode ser vista na HBO Max. E vale mesmo a pena: a Frances McDormand encarna-a na perfeição!
ResponderEliminarObrigada pela informação. Não sou assinante do canal. Vale na mesma! Quanto ao novo livro, vão oferecer-mo:)).
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