Estar enervado é bom
É verdadeiro o título deste post: chegou a primeira revista Nervo de 2025 e isso só pode ser bom sinal! A Nervo, uma revista de poesia dirigida por Maria de Fátima Roldão (ela própria poetisa) vai já no seu 23º número e não pára de nos revelar belos poemas de autores portugueses e estrangeiros (estes últimos geralmente traduzidos por congéneres portugueses). Desta feita, brinda-nos com textos de Andreia C. Faria, Frederico Pedreira (também romancista) e Renata Correia Botelho, bem como António Vieira, Jorge Aguiar de Oliveira, Rui S. Magalhães ou Bernardo Maria Salgado, que traduz também o poeta espanhol Jose Mateos. Regressam as traduções do músico e poeta João Paulo Esteves da Silva (neste número os poemas são de Rami Saari, israelita); e haverá, entre outros textos, um testemunho sobre o poeta José-Alberto Marques, que morreu recentemente, em Setembro de 2024. A imagem da nova Nervo está a cargo de Fernando Aguiar e pela capa vê-se logo que é bonita. Não se enerve com a minha insistência e leia poesia!

Sou fraco leitor de poesia. Encantei-me adolescente com José Gomes Ferreira, Manuel Alegre e Sophia. Passeio-me com prazer pelas criações de Nuno Júdice e Maria de Rosário Pedreira, mas tenho dificuldade em empatizar com a obra de Manuel António Pina ou Barreto Guimarães, para citar só dois dos muitos poetas recentes em cuja poesia não consigo penetrar. Lástima minha. A uma coisa me obrigo: ler cada poema até ao fim, mesmo que nada me desperte ou nada me diga.
ResponderEliminarE, lapso imperdoável, li sempre com alegria o que Adília Lopes a todos foi oferecendo.
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