Presentes

O Natal aproxima-se a passos largos e parece que mesmo quem se portou mal terá direito a presente, porque na verdade portar-se bem é uma coisa excepcional, e o mercado exige que haja presentes de Natal. No canal de rádio que ouço, a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) recomenda que ofereçamos livros, e livros há-os para todas as idades e todos os gostos. Curiosamente, um dos nossos mais lidos e vendidos semanários tinha um destes dias um guia de prendas (quiçá era patrocinado e eu nem reparei); mas fiquei um bocado desiludida com as sugestões, porque ao lado de montanhas de roupas, relógios, gadgets, CD e umas quantas inutilidades (parte das quais caríssimas), havia uns meros quatro livros numa página, ainda por cima a maioria estrangeiros e do tipo coffee-table book, e no fim outros quatro, esses já em português, mas, sinceramente, muito pouco representativos do que poderia ser um bom presente para nós, leitores inveterados. Ó senhores, acham que ler é obrigação, e não prazer, para porem lá aquela meia-dúzia tão mal escolhida e quase disfarçada? Por favor, ouçam rádio e aprendam: não há melhor presente do que um livro! Eu este ano, entre outros, vou oferecer o romance maravilhosamente humano Como Construir Um Barco, de Elaine Feeney, os Taludes Instáveis, de José Carlos Barros, o Visitar Amigos e outros Contos, de Luísa Costa Gomes, e outros que não posso dizer aqui, porque vão para quem também lê o blogue.

Comentários

  1. Ontem fui a uma livraria para me inspirar em presentes de Natal e fiquei surpreendido com a quantidade de gente que estava ali pelo mesmo motivo, presumo. Normalmente os frequentadores são poucos. Como impulso comercial, a quadra é imparável.

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  2. Ler é tudo de bom e ajuda muito na cognição.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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  3. Alguns livros que encomendei para oferta vêm a caminho e eu própria espero receber pelo menos um dos livros que pus na lista dirigida ao familiares mais próximos.
    Felizmente, ainda há, à minha volta, quem goste de receber e de oferecer livros.
    Boas festas e ótimas leituras!

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  4. Também já tenho alguns. Um ou outro com autógrafo:). Sei de gente que não lê, mas também é filha de Deus, embora por estes lados possa não parecer; e sei de gente que lê, mas prefere outras coisas e portanto dou os livros num dia de coisa nenhuma que passa a ser o dia em que dei aquele livro, àquela pessoa que o não esperava. E estou a pensar que quem os vai receber fica contente com eles; como os restantes ficarão contentes com as outras prendas - que não são nada supérfluas e sei que gostam e nem têm. Será uma pequena alegria comungada - de quem oferece e de quem recebe.

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  5. Eu também gosto de oferecer e de receber livros como prendas (de Natal e de aniversários), mas apenas os que não estão «acordizados». Só assim é que ficam garantidas óPtimas leituras.

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  6. E receber livros oferecidos (e escolhidos) por quem nã lê? o alfarrabista nem oferecido os quer...

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