Adaptações

Há algumas autoras anglo-saxónicas que descobri nos últimos anos que aconselho sempre que me pedem uma sugestão de leitura: Elizabeth Strout, Maggie O'Farrell, Elaine Feeney, Claire Keegan. Desta última os livros são pequeníssimos, mas dizem exactamente o que devem dizer, são humanos, sem palha, magníficos, retemperadores. O primeiro que li, Pequenas Coisas como Estas, continua a ser o meu preferido e, na minha cabeça, enquanto o lia, transformou-se numa espécie de filme de Frank Capra, um realizador que adoro pela sua humanidade e que teria adorado ler os livros de Keegan, tenho a certeza. Aconteceu-me ver na televisão há uns meses, praticamente por acaso, o filme que adapta o segundo livro que li desta autora, Acolher, e curiosamente não fiquei desiludida, embora, confesso, estivesse desconfiada de que fosse possível conseguir adaptar mantendo a política do "sem gordura". Mas agora soube que Pequenas Coisas como Essas já foi também adaptado ao cinema e que a própria Claire Keegan participou na escrita do argumento. O filme de Tim Mielants, que estreou dia 1 de Novembro na Irlanda, conta com grandes actores como Emily Watson ou Cillian Murhy, e eu já estou com água na boca. Se a novela nos enche o coração de um amor e de um bem inigualáveis, nem imagino o que será o filme, sobretudo se o virmos em mood de Natal. Espero é que venha depressa e não desmereça a grande escritora, que merece o melhor.

Comentários

  1. Literatura anglo-saxónica, mas só mulheres. No fim-de-semana fui ao Museu do Azulejo pensando que a proposta articulava azulejos com música, que era o que se seguia na bela igreja barroca do convento. Afinal eram azulejos de mulheres, música de compositoras do Séc. XIX interpretada por duas instrumentistas. Só mulheres.
    Segundo a apreciação literária e o que vi e ouvi no museu, trata-se de obras de qualidade. Mas haverá alguma campanha discriminatória em curso? Estou de pé atrás.

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  2. Sally (sem corretor automático)

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  3. Se a autora do blogue sugerisse apenas livros de homens, aposto que não ficaria tão surpreendido, não é?

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