O homem das sete vidas
Na cabeça de Steven, o avô paterno, que via sobretudo nas férias de Verão na aldeia, era igual a todos os avôs que conhecia, sem nada de estranho ou assinalável. Até ao dia em que, já depois da sua morte, lhe foram parar às mãos uns cadernos escritos por ele ao longo de muitos anos, que revelavam uma pessoa completamente diferente: um homem que estava longe de ser bom e que, pertencendo a uma família judia, conseguira a proeza de se tornar gangster, mercenário, espião e até oficial superior das SS durante a Segunda Guerra Mundial, acabando prisioneiro num campo de trabalho russo. E mesmo que se trate de alguém que cometeu crimes hediondos, é impossível aos leitores desta história não sentirem uma secreta admiração por este homem que, tendo vivido tantas vidas em tantos lugares, conseguiu afinal fazer-se esquecer. Steven Braekeveldt, apostado em tirar o avô do anonimato, entrelaça em O Homem Que Se Fez Esquecer ficção e realidade para nos contar uma vida única em episódios que recuam ao final do século XIX e que incluem personalidades conhecidas de todos, entre as quais o escritor John Steinbeck e o repórter Robert Kappa, de quem o protagonista foi amigo quando viveu em Nova Iorque. Uma narrativa alucinante com um ritmo incrível, a não perder.

Outra boa proposta... sim senhor!
ResponderEliminarQuanto aos crimes hediondos, isso é sempre discutível e cabe a cada leitor decidir sobre eles.
Afinal também há tanto simpatizante de tanto tirano que cometeu ou comete ainda, crimes hediondos! Para não falar daqueles para quem comer um frango constitui um crime hediondo, já agora...
Depois falaremos, mas para já ficou-me a vontade de ler este romance.
Saudações e votos de um dia Extraordinário para todos, comam ou não frango, cá desde a Cidade Morena hoje ensolarada e como sempre bem colorida!
Perdão: sim senhorA!
ResponderEliminarParece-me uma excelente sugestão e que curiosidade por abordar personalidades tão importantes e interessantes-John Steinbeck, Robert Kappa.
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