Revisitar
Apesar das centenas de livros que saem em Portugal todos os meses (é impossível acompanhar tudo e há muita coisa boa que passa despercebida porque não consegue ocupar os melhores lugares dentro das livrarias e não chega quase a ser vista), tenho-me dado conta de que há muitos autores que estão a ser repescados e lançados como novidades. Noutro dia, reparei que Manuel Vásquez Montalbán, que tinha deixado a Asa pouco antes de eu entrar na LeYa, há uns quinze anos, começou a ser republicado pela Quetzal, editora que também está de novo a dar à estampa o grande Gonzalo Torrente Ballester e que lançou já A Saga/Fuga de J.B. e mais recentemente o delicioso Filomeno (a que Saramago chamou "espantoso" no lançamento, na presença do autor, sem se lembrar que "espantoso" em castelhano quer dizer "horroroso"); esse romance traz-me muitas recordações, até porque Ballester participou nessa altura, junto com Torcato Sepúlveda e Saramago, num programa de televisão conduzido por Francisco José Viegas sobre livros; e foi justamente por causa desse programa (e do livro Diplomacia, de Kissinger) que eu e o então editor com quem trabalhava tivemos uma discussão que me levou a pedir a demissão no dia seguinte. Isto foi em 1996, e já não interessa para nada, mas não deixem de ler estes dois autores agora relançados, que valem mesmo muito a pena.
Filomeno foi o primeiro livro que li de Gonzalo Torrente Ballester. Adorei, ou melhor, achei espantoso 😉 delicioso e comprei outros logo de seguida.
ResponderEliminarSó posso mesmo recomendar este extraordinário galego.
Boas leituras!📚
A minha ignorância resume-se à "Crónica do Rei Pasmado".
ResponderEliminarQue pena o dia só ter vinte e quatro horas
Boas leituras
A Crónica do Rei Pasmado é muito divertido e deu origem a um filme com o nosso Joaquim de Almeida.
ResponderEliminarBom fim de semana!
De Ballester, também só li "Crónica do Rei Pasmado", de que gostei. Tenho de corrigir isso e ver o filme!
ResponderEliminarBarroca