Drogas
A leitura é a minha droga, e às vezes bem dura, como sabem todos os leitores destas Horas Extraordinárias. Ainda assim, duvido que me prejudique, como acontece com outras que infelizmente têm matado muita gente ao longo dos tempos. Mas a verdade é que o consumo de algumas drogas é muito mais antigo do que supomos e que, desde que supervisionado por especialistas, pode ter efeitos bem mais positivos e rápidos para a saúde mental do que pensamos. Este é, por exemplo, o caso dos psicadélicos, como nos diz o livro Psicadélicos, da autoria de Pedro Teixeira, professor e investigador, que vai estar hoje a falar do assunto destas novas terapias no El Corte Inglés às 18h30, dividindo a mesa com João Taborda da Gama, advogado especialista em regulação de drogas, e Maria do Carmo Carvalho, professora universitária nesta área. A moderação é da jornalista Filipa Melo. Para quem quer saber mais, até pode ir lá e perguntar.
Agradecendo a divulgação , partilho :
ResponderEliminarhttps://www.bertrand.pt/livro/drogas-conhecer-para-prevenir-carlos-filipe-saraiva/18925795
E ainda sobre o tema das dependências :
ResponderEliminarhttps://www.wook.pt/livro/o-enigma-das-cavernas-carlos-filipe-saraiva/27034161
Todos nós temos dependências, em maior ou menor grau e número!
ResponderEliminarÉ um facto, que deve ser reconhecido para nosso próprio bem. Quem julgue que está livre delas, engana-se a si próprio.
As drogas... bom, são uma forma de dependência!
Sem dúvida que os livros são para alguns de nós uma dependência, talvez até causem o efeito da droga. A saudosa Hermínia que me via abstraído horas a fio imerso na leitura, esquecendo-me de lanchar, criticava "está co'a doença da franciscoa!". Mas não exageremos não são tanto uma droga nem no sentido lato nem no restrito. Também podem destruir, há que ter em conta, pois certos livros pelo conteúdo e forma podem alienar o espírito, capturar a mente e limitar a inteligência. Os livros são ou podem ser armas, daí a desconfiança que o poder tantas vezes deles tem, quanto os usa para manipular.
Quando digo livros, refiro-me à escrita em geral.
Fazem-se hoje muitos estudos, escreve-se muito sobre tudo. Sem dúvida que se descobre ou esclarece muito sobre vários assuntos e diria que muito ainda está por descobrir ou esclarecer, creio mesmo que não se possa dizer que se tenha descoberto ou esclarecido tudo sobre assunto algum!
O que noto é que a ciência, pela mão dos cientistas, engana-se muito e muda constantemente de opinião, e, tanto mais quanto mais avança, descobre ou esclarece.
Não me entendam mal, não estou a desprezar a ciência nem os estudos, tão pouco os cientistas, apenas a chamar a atenção para algo que constato diáriamente e desde há muitos anos, aliás conforme aprendi: - Em ciência não há verdades! É um facto, para quem esteja atento ao desenvolvimento e à evolução do conhecimento.
Portanto vamos aceitar que sim, que as drogas têm um lado positivo.
É sabido, como é sabido que o seu uso é antiquíssimo. Há novas drogas, sintéticas, fruto do avanço da ciência, mas muitas são naturais como também é sabido.
Os cientistas vêm agora dizer aquilo que "descobriram". Mas nestas novidades discutíveis, eu que me assumo conservador no sentido de não mudar de opinião consoante muda o vento, prefiro olhar ao que diz a tradição, e, esta desconfia das drogas!
Também eu!
Tenho convivido com elas, de vários tipos e em vários contextos, não como consumidor, mas como observador, e, tenho visto o resultado que provocam em tanta gente conhecida ou de que tive conhecimento directo. Aqui a liamba é tão vulgar e os seus efeitos estupefacientes tão óbvios, que nem comento.
Ainda não estou convencido, portanto.
Continuemos a drogar-nos com leituras que as há sublimes!
Olhem, a propósito digo-vos que tive de interromper a leitura de uma daquelas obras que se destacam no nosso "panorama leiturário". Cortei a dependência por razões várias que têm a ver com o meu regresso, com pena: "Fortuna, caso, tempo e sorte - Luiz Vaz de Camões". Com mesmo muita pena, a seu tempo continuarei a leitura, e, como me identifico! Ao contrário de Camilo Pessanha não precisei do ópio, maldito ópio...
Saudações saudáveis cá da Cidade Morena.
Sou extremamente impressionável quanto ao assunto droga no sentido não de drogas de farmácia mas no outro, de estupefaciente que causa adição. A ponto de ficar nauseada.
ResponderEliminarNão leio livros, não vejo filmes sobre; se, pontualmente, existem drogas duras e injectáveis, baixo os olhos. Acontece-me igual com o excesso de álcool (hoje, é raro o filme que vejo na íntegra); passei em aula o filme "Morrer em Las Vegas" e tive que sair duas vezes; é um bom filme, talvez o melhor sobre o tema e com uma interpretação soberba de Nicolas Cage, mas não repito, estive por obrigação.
Estive pois na sala ao lado. Mas acredito que sim, tenha sido sessão muito elucidativa e participada. Ouvi as palmas:).
Gostei de a ler, Extraordinária Bea, acredito que tenha muito mais contacto com o efeito das drogas que a maior parte das pessoas, pelo que depreendo. E, pior, pois vê destruir ou iniciar-se esse processo, junto dos jovens... o que é uma pena e um desperdício.
ResponderEliminarIdem para o excesso de álcool a que a juventude adere igualmente.
Enfim, é o tempo das experiências, porém nós que somos velhos e já sabemos, temos a noção do que pode vir a ser. É por isso que nos custa.
Acrescento a dependência do tabaco... impressiona-me fortemente também. Não sou anti-tabagista e até sou fumador ocasional de charutos, mas o maço de cigarros no bolso e o puxar dele a toda a hora... faz-me confusão! Para mim é como andar com uma garrafa no bolso e ir dando golos. O fumador nem se apercebe da imagem que dá, quando aproveita qualquer pretexto para "é só fumar um cigarrinho...".
O Mundo Literário está cheio de exemplos e casos de droga, tabaco, álcool... dá pano para mangas ou papel para livros, no nosso caso. Não critico, cada qual faça como entende, no entanto faz-me confusão sim, como se cai nessa (e noutras...) dependências profundas.
É um tema que me parece interessantíssimo, apaixonante mesmo, esta relação da arte com as "drogas" in sensu lato. Há artistas que são adictos e há os que não são, no entanto são lúcidos e geniais, digamos que de forma natural e espontânea - a estes classifico de "extraterrestres".
Saudações cá da Cidade Morena, onde campeia a liamba que o povo cultiva e consome abundantemente.