A culpa é dos jornais?
Todos os dias alguém se queixa de que as pessoas lêem textos cada vez mais curtos. As redes sociais, quando alguém publica um texto um nadinha maior, só mostra as primeiras linhas, seguidas de um «Ver mais...» em que é suposto clicarmos para ler o resto. Se o início não for suficientemente apelativo, esqueçam, ninguém se preocupará em ler a parte escondida. Os jornais, que estão sempre a queixar-se de serem cada vez menos lidos, também têm culpa nesta matéria: promovem um título em letras garrafais nas redes, mas, na maioria das vezes, quando clicamos, só há meia dúzia de linhas legíveis, mais meia dúzia que aparece em sombra e de repente o resto é só para assinantes. E, mesmo sendo assinante, tive um dia destes de gramar uma quantidade estúpida de anúncios entre parágrafos para conseguir chegar ao fim do artigo, sendo que, enquanto o lia, era sistematicamente bombardeada com interrupções sobre coisas que não me interessam absolutamente nada, mas das quais só me posso livrar x segundos mais tarde, quando, aparece a palavra «Avançar». Quem é que consegue realmente ler um texto mais longo e todo seguido num jornal online? Digo-vos que está cada vez mais difícil e temo que num futuro próximo os jornais só tenham títulos e leads, de tal modo é difícil chegar ao osso dos artigos e crónicas sem ter de ver reclames a carros e supermercados, cartazes de festivais de música, campanhas das operadoras telefónicas e promoções de imobiliárias jurando encontrar a casa dos nossos sonhos. Queridos jornais: neste caso, o meu sonho era poder ler um texto de ponta a ponta sem ser chateada. Percebo que a publicidade é o que paga o jornal, mas... essa coisa da leitura permanentemente entrecortada também não vos tirará leitores e não formará outros da pior maneira?
Talvez um título, ou quiçá um lead, se autoproclamem os únicos portadores do conteúdo.
ResponderEliminarPassa-se o mesmo comigo e segundo sei, com muitos outros!
ResponderEliminarCreio que dita sim, o fim dos jornais ditos on-line, que eu nem assino como apago todas as aplicações relativas e eventuais mensagens ou tentativas.
O papel, sempre o papel... lemos sem essas perturbações e como queremos, folheando a nosso bel-prazer.
Li recentemente algo sobre essa publicidade a martelo, imposta, num estudo feito por um especialista em marketing e publicidade, numa universidade americana, que concluía algo que adivinhamos: as pessoas bloqueiam e tendem a não comprar aos tais anunciantes forçados e indesejados. Ou seja, é má publicidade... bem feita! Tunga.
Saudações papeleiras cá do Bairro Ribatejano!
Os critério e crédito das publicações online, também é questionável: cito, como exemplo, uma notícia de hoje do Público online:
ResponderEliminar"Balanço do plano de saúde: criadas 20 USF geridas pelos setores social e privado" depois de clicar e abrir o notícia, o título e assunto é: "Balanço do plano de saúde: vão ser criadas 20 USF geridas pelos setores social e privado"
Uma diferença importante para leitura e imediata apreensão da informação.
Ótimo texto, Maria do Rosário! Muito perspicaz, obrigada!
ResponderEliminarConcordo inteiramente com o que diz acerca da publicidade nos artigos de jornal on-line
ResponderEliminarAssinava há muito ano uma revista semanal. Pois a dita, depois de várias semanas em falta, pediu desculpa pelos atrasos que atribuiu a despesas com serviços de correio, avisou que os preços estavam incomportáveis o que impedia a modalidade de assinantes da revista; logo, a mesma passaria a existir on-line mantendo o preço, mas por serem simpáticos ofereciam seis meses grátis. Ora eu assinava uma revista em papel, para que a quereria on-line?! Por enquanto, a dita revista continua a existir nas bancas.
E ainda acontece com demasiada frequência o título não corresponder ao conteúdo. E não me refiro a enganos mas a títulos intencionalmente sensacionalistas para um conteúdo que pouco ou nada, tem a ver com o mesmo.
ResponderEliminarPara evitar ou reduzir os anúncios tenho o browser configurado para os bloquear, o que muitas vezes não permite que se leiam as notícias.
No único jornal em que possúo subscrição online, não me lembro de surgirem os chamados pop-ups publicitários, limitando os seus subscritores à publicidade do próprio jornal.
ResponderEliminarTodavia, a publicidade está sim em todos os momentos dos nossos dias, sendo que até no Multibanco, o nosso tempo é fanado para visionar PUB. No seu todo, a nossa atenção perde-se em mil campanhas, gerando no cérebro, um caos de informação e stress emocional... quase correndo nós o risco, de ao adormecer, os habituais rebanhos que faziamos desfilar um a um, serem substituídos por balões promocionais que proporcionam o invés daquilo que desejamos para uma boa noite de sono.
Concordo em absoluto com o seu texto porque sinto o mesmo - sendo assinante, tenho de “levar” com uma “porrada” de anúncios e perde-se o folgo do texto.
ResponderEliminarSendo emigrante, sigo alguns jornais e revistas portugueses via a versão digital, em pdf. Esta última é fácil de navegar, seja abrindo no pc ou no tablet.
ResponderEliminarMas fazendo login e navegando no site do jornal, a conversa já é outra, não tanto com pop-ups (que dão para bloquear com um plugin da maioria dos navegadores) mas com páginas de anúncios entre algumas páginas de artigos longos. E ainda há as caixas de texto ou com vídeos que tapam o conteúdo aqui e ali, tb difíceis de fechar devido ao tamanho mínimo do "X".
Acredito que seja uma necessidade, mas não deixa de ser incómodo. Mas acontece o mesmo com jornais de outros países, com excepção do NY Times, uma raridade (até qd?) hoje em dia.
pois...(relativamente á questao com que encerra o post). No entanto sabe que os jornais sobrevivem, e estarao em transiçao (de formato ).
ResponderEliminarAfinal, os jornais publicitam-se a eles proprios.
Segundo o site Essentially Sports, esta era a dieta de ‘Golem’:
ResponderEliminar(O matulão bielorrusso que queria ser o maior matulão do mundo)
Pequeno almoço (8h): 300 gramas de flocos de aveia
Almoço 1 (11h): 108 peças de sushi (1.600g de arroz e 800g de salmão)
Almoço 2 (13h30): 1.300g de carne de vaca e uma sobremesa de crepes e gelado
Almoço 3 (15h40): 500g de arroz e azeitonas
Jantar 1 (16h50): 200g de queijo e 300g de massa
Jantar 2 (19h30): 1.300g de carne de vaca e 700g de queijo
Jantar 3 (21h30): 14 panquecas de aveia.
Resultado: bateu a caçoleta (finou-se) aos 36 anos.
Conclusão: como se diz aqui no nosso cantinho Tuga, "mais vale manter um burro a pão de ló".
l
ResponderEliminar"Queridos jornais". O texto destina-se aos jornais e não ao público em geral.
ResponderEliminarSão os critérios e o crédito das publicações online que são questionáveis, e na TV e nos blogs também. A maior parte dos textos não tem interesse algum. Também parece que os autores querem exibir aos outros o que escrevem. Esse será o interesse deles.
"Todos os dias alguém se queixa de que as pessoas lêem textos cada vez mais curtos".
Quem é que se queixa e qual o problema?
O problema não são os textos curtos mas os textos que não têm utilidade alguma.
Olá a todos venho comentar mais a profissão de ser jornalista, do que propriamente o facto de ser em papel ou on-line. A profissão jornalista em especial o de investigação é rara e só se obedecer as redações. A grande maioria das noticias, são extraídas de agencias noticiosas, muitas delas obedecem as narrativas vigentes e a elites internacionais. O jornalismo imparcial não existe, obedece a narrativas, todo o jornalista que queira investigar do outro lado é conotado como traidor. Não vamos mais longe, um jornalista português, adquiriu credenciais para trabalhar do lado russo da intervenção especial, foi imediatamente chamado de traidor por uma sra. que se acha detentora da verdade. Em qualquer conflito a verdade é a primeira a perder, seria dever dos jornalistas evitar essa perda, porém eles são os principais mentirosos. Eu prefiro as falsas noticias na internet, do que pessoas selecionem as minhas informações. Estou totalmente contra o que a sra. Úrsula foi dizer em Davos, que existe a necessidade de controlar as falsas noticias na internet, ela não tem medo das falsas noticias tem medo das verdadeiras. Já agora quanto aos formatos o papel é bem melhor que o on-line, é horrível tentar ver alguma noticia partilhada on-line, a publicidade salta como gafanhotos impedindo qualquer leitura, para além dos pedidos de adesão. Os jornalistas primeiro que tudo têm de ser credíveis e só depois peçam para assinar publicações. Caso contrario prefiro as falsas e verdadeiras noticias e eu faço a análise.
ResponderEliminarfrontal.
ResponderEliminarMas sobretudo genial :
"Eu prefiro as falsas noticias na internet, do que pessoas selecionem as minhas informações. "
Apoiado
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