No pátio do Museu

Se pensa que as noites nos museus são apenas dignas de filmes de terror, ou representam privilégios de alguns escritores com o objectivo de relatarem mais tarde a sua experiência em livro, tal como aconteceu a Leïla Slimani em O Perfume das Flores à noite, tire daí a ideia. No Porto, o Museu de História Natural e Ciência da Universidade criou uma programação para as noites do mês de Julho e, se não avisei antes, foi porque o tempo estava péssimo no início do mês e, depois, tirei férias e não voltei ao blogue. Mas ainda faltam muitos dias até final de Julho e as actividades são para todos os gostos: cinema, leituras, música e muito mais. Já na noite de 19 haverá cinema peruano e nas noites de 20 e 21 um espectáculo de dança (Do Clássico ao Contemporâneo) pelo Ballet do Douro. Depois de se falar de Inteligência (artificial?) no dia seguinte, teremos uma lição de história por Joel Cleto a 25, música da Grécia e da Turquia a 26 e Jazz a 27. Entre outras coisas, o chefe Hélio Loureiro falará de queijos franceses e vinhos portugueses no dia 30, mas nada melhor do que cada um escolher o que vai mais com a sua natureza. Para isso, deixo o link:


Noites no Pátio do Museu 2024 – Casa Comum (up.pt)

Comentários

  1. Bom dia
    Um pequeno excerto da obra citada, registado quando da sua leitura:
    https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/tag/le%C3%AFla+slimani
    Boas leituras

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  2. António Luiz Pacheco17 de julho de 2024 às 04:45

    Não me levem a mal a pergunta, mas, será que os museus são o lugar certo para essas actividades, que se arriscam a não atrair ninguém, como parece que só por si os museus não alcançam?
    Pelo que leio, diz-se que os museus serão pouco frequentados porque não têm horários compatíveis e inclusive fecham nos feriados e fins de semana - é o que oiço dizer!
    Também nem toda a gente será atraída por coches ou pela pintura de Roque Gameiro.
    Por outro lado, espectáculos há que não captam assistência nos locais próprios (cinema peruano?), dança e teatro, música (da Grécia e Turquia?), será que vai ao museu para assistir a estas propostas, quem não vai aos outros?
    Previsívelmente os estudantes da Universidade irão a esses eventos, porém será essa a idéia? Que funcione em circuito fechado? Ou pretende-se chamar pessoas extra-universidade pela oferta cultural diferente, ou ainda e sobretudo atrair público de fora da dita "cultura" que não tenha esse hábito e levá-lo ao museu deste modo?
    Penso que os ministérios da educação e da cultura precisam de pensar sériamente nos temas e arranjar soluções que não sei quais sejam (não sou ministro nem de uma nem de outra), mas tudo começa por ter ministros, secretários, directores, que pensem! Não que pensem em argumentos e justificações políticas mas sim em políticas eficientes, inteligentes e para as pessoas!

    Estas iniciativas são de louvar e divulgar como se faz aqui, evidentemente, mas também devem ser avaliadas de forma pragmática, digo eu, traça dos livros presumida mas atenta ao caso recente do recebimento indevido de verbas da UE para desenvolvimento regional na área das realizações de eventos... praticado por gente supostamente do Mundo do entretenimento, das artes, do espectáculo, da moda e também das fraudes!
    Atrair as pessoas com música erudita, clássica, jazz, folclore, fado... podem ser bom chamariz para complementar exposições de ciência ou artes, dando vida a um museu.
    Idem convidar oradores, investigadores, académicos, para falar dos temas ligados ao museu ou de actividades complementares, ligadas à Universidade.
    Fará sentido no museu de História Natural o "chef" Hélio Loureiro falar de queijos franceses e vinhos portugueses, e já agora, de queijos portugueses e vinhos franceses? Como gourmet faz, porém não iria lá de propósito para isso, digo desde já.
    Porque é que o Museu de História Natural não convida o engº Pedro Vaz Pinto para falar no seu trabalho de conservação feito em Angola, na reserva da Quiçama, no projecto da palanca negra gigante, do seu trabalho no campo da herpetologia com a recente descoberta e catalogação de novas espécies? Seria interessante que os estudantes destinados a serem professores (com sorte...), interagissem com quem faz daquelas coisas que parecem só acontecer nos filmes! Como ele há outras pessoas com muito interesse e adequadas, podem é não fazer parte do enquadramento... enfim, creio que me entendem..., isto sem desprezar o que é proposto.
    O que quero dizer é, se as escolhas e as propostas são adequadas?
    Teremos o seguimento das actividades e o seu resultado, para sabermos no que deu?

    Enfim e resumindo, acho que muitos dos vinhos portugueses combinam muito bem com todos os queijos, franceses ou outros...

    Saudações gastrónomo-culturais cá da Cidade Morena.

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