Ler e escrever em liberdade
Este ano tivemos um tremendo incidente na zona infantil da Feira do Livro de Lisboa. Uma autora estava a autografar o seu novo livro (e não vou dizer nomes nem títulos aqui porque ainda esta semana vou falar desse livrinho delicioso) quando apareceu um elemento de uma associação de Extrema-Direita a insultá-la, ameaçá-la e impedir que os leitores se aproximassem dela, filmando tudo. A Segurança ocupou-se de expulsar a criatura, mas depois eu soube que não era a primeira vez que aquele tipo de atitude acontecia à jovem autora que nas redes sociais é ameaçada frequentemente. A razão? Escreveu há tempos um livro que se chama, salvo erro, O Pedro Gosta do Afonso. Pronto, esses senhores violentos e botas-de-elástico nunca mais a deixaram sossegada (e parece que há um ex-juiz que faz parte do grupo de autores de ofensas graves) e fazem-lhe ameaças dizendo que sabem onde ela mora... um descalabro que é preciso evitar a todo o custo, pois repete-se contra outros autores, contra bibliotecários e, no fundo, contra todos nós, que gostaríamos de poder escrever e ler em liberdade, passados que estão 50 anos da instauração da democracia. Centenas de pessoas, das mais variadas áreas, desde professores, psicólogos, juristas, bibliotecários, tradutores, escritores, editores, etc., assinaram então um documento em defesa da «liberdade de escrever, de publicar, de ler», que apela à tomada de medidas de proteção pelas entidades competentes. Diz o comunicado: «O discurso de ódio, violento e discriminatório, proferido por estas organizações, é público e conhecido das autoridades. Muitos destes ataques e ameaças são feitos publicamente, gravados pelos próprios e, depois, orgulhosamente partilhados nas redes sociais.» Devemos todos assinar este documento e exigir que se combata esta insanidade. (Esta gente, na sequência de uma entrevista feita à autora , já deixou à porta na SIC frascos de merda e fardos de palha, entre ofensas e insultos graves e racistas ao director e ao dono da estação.) Eu já assinei. Se quiser fazê-lo, fará o que é melhor para todos os que gostam de ler.
https://acessocultura.org/2024/07/08/comunicado-pela-liberdade-de-escrever-de-publicar-de-ler/
Apoio inteiramente que haja essa liberdade. Quem não gosta não lê... é simples!
ResponderEliminarDeve ser assim em tudo, cada qual come do que gosta como se diz popularmente.
Para mim não há politização desta nossa liberdade de escrever e de ler.
Há outros movimentos ideológicos, ou se quiserem filosóficos, lóbis, que também tentam limitar essa liberdade, faço notar. Aliás já aqui foi falado.
A nível pessoal, tenho uma má experiência pois quando em 2010 enviei o meu projecto de romance "Largueza" às Casas Editoras, fui confrontado por duas funcionárias-editorasde duas delas que claramente me disseram haver passagens de que discordavam e podiam ferir sensibilidades, pelo que entendiam que o romance não se enquadrava na sua linha editorial, logo recusavam... o que nunca percebi é, se fui recusado por opinião pessoal da funcionária-editora que neste caso agiu como censora, ou se seria a tal linha editorial da Casa Editora, também a exercer censura? Ou foi desculpa por ser tão-tão má a proposta?
Esclareço que as tais passagens, descreviam num caso uma lide tauromáquica e noutro caso um episódio de caça em que era abatido um elefante! Não se chocaram porém as ditas sensibilidades com descrições de batalhas, combates, lutas, execuções, etc.
Não pode haver vários pesos e medidas, julgo eu. Ou há liberdade e se admite a livre escrita daquilo de que discordamos ou mesmo nos ofende, ou, estamos mal! Muito mal...
Saudações libertárias cá da Cidade Morena.
Essas pessoas, de índole criminosa, sequer percebem que a censura tem sempre um efeito contrário ao pretendido.
ResponderEliminarNote que eu não teria interesse em ler o livro cujo título refere.Mas que ele aproveite a quem gostar.
Ora aí tem, a atitude correcta e sensata!
ResponderEliminarAbraço!
Será que promover a homossexualidade entre as crianças fará parte do tão propalado empreendedorismo? ou será apenas um ponto de vista de quem não é "bota de elástico"?
ResponderEliminarSeverino: é o lóbi gay!
ResponderEliminarCorremos o risco de, só por isto que estamos a falar em público, neste espaço, vai ser um Deus nos acuda... mas o discurso de ódio é sempre apontado aos outros!
Tens o lóbi animalista, tens o lóbi pró-inserção... tens hoje em dia uma data de fontes de pressão sobre a opinião pública e os criadores que limitam a liberdade, porém, como é em nome da liberdade de alguns, a coisa passa e tu é que ficas mal-visto, porque és bota-de-elástico, fascista, neonazi, de extrema-direita... e mais, têm todos todo o direito de te insultar ou destratar, sem sequer te darem a hipótese de argumentares e expores as tuas razões que são liminarmente descartadas.
No entanto, viva a liberdade!
Como muito bem foi aqui dito, eu não lerei aquele livro pelo qual não tenho o mínimo interesse, posso até criticar e contestar o conteúdo, mas não considero a possibilidade de tentar proibir a sua edição e menos perseguir quem o escreve.
Até subscrevi o manifesto, em nome da liberdade que defendo e pretendo gozar enquanto pessoa com idéias próprias. Serei bota-de-elástico, mas tenho direito a sê-lo!
Creio que em democracia e numa sociedade livre e justa, é assim que dever ser.
Abraço cá da Cidade Morena
Se tivesse lido, saberia que não se trata de promoção, mas de respeito.
ResponderEliminarAssinado.
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarpenso que ser homossexual não é uma escolha, mas uma condição. Assim sendo, quem nasce com essa condição ou se esconde para não ser gozado, agredido, ostracizado... ou assume e sofre as consequências, que num jovem, cuja personalidade está ainda em formação, podem causar danos irreversíveis.
O livro O Pedro Gosta do Afonso, em meu entender, faz com que jovens, que já são diferentes da norma vigente, sofram menos com essa sua diferença, por perceberem que não são os únicos e nem sequer são uma aberração.
Assinado.
ResponderEliminarAssinado.
ResponderEliminarCaro António,
ResponderEliminarVocê menciona várias "fontes de pressão sobre a opinião pública", sugerindo que existem lóbis que limitam a liberdade de expressão e dos criadores. No entanto, creio que é mais apropriado e sensato ver essa situação como uma transformação natural da opinião pública. A cada geração, novos valores e perspectivas emergem, moldando a sociedade de forma contínua. O que pode parecer uma pressão externa para as gerações mais velhas é, na verdade, um reflexo do dinamismo natural de uma sociedade em constante evolução. As mudanças que observamos não são imposições, mas sim a expressão de uma diversidade crescente de vozes e opiniões. Cada geração traz consigo uma renovação das ideias e normas, algo que sempre aconteceu e continuará a ocorrer.
Utilizando um modelo “em espiral" da mudança social, percebemos que essas transformações ocorrem em padrões cíclicos, com avanços seguidos por períodos de consolidação ou até regressão. Por exemplo, as conquistas nos direitos das mulheres podem enfrentar desafios (v. as recentes “conquistas” de alguns movimentos conservadores nos E.U.A), mas é improvável um retorno completo a sistemas altamente patriarcais. A direcção geral tende a ser de avanço, com novas ideias e práticas sendo gradualmente incorporadas, apesar de terem possíveis opositores, ou de poderem ser vistas como imposições de agentes estrangeiros, grupos de interesse, etc.
A adopção desta perspectiva e deste modelo também nos ajuda a entender que o que constitui "progresso" pode ser subjectivo e variar culturalmente. As mudanças tecnológicas, por exemplo, podem ser vistas como progresso, mas os seus impactos sociais são discutíveis. Assim, não estou necessariamente a falar de um avanço contínuo positivo, mas de um movimento cíclico que, no geral, nas últimas décadas, tende a progredir no sentido de relevar The Better Angels of Our Nature (Pinker).
Vem-me à memória alguns excessos cometidos pelas “sufraggettes”… Willoughby Hyett Dickinson, nascido em 1859, membro do parlamento inglês, ao apresentar a Representation Of The People (Women) Bill em 5 de Maio de 1913, depois de se recusar referir aos “deploráveis ultrajes” da Women’s Social and Political Union (fundada por Emmeline Pankhurst), tem esta notável declaração no parlamento:
“Now we are legislating, not for the women of yesterday, but for the women of to-day and to-morrow, and we must remember that the status of women and our view of her proper position and functions are altering every year. We ourselves bring up our daughters in a totally different manner to that which prevailed in former years.”
Eu próprio vejo algumas preocupações detalhadas com assuntos que considero de lana caprina como sendo a expressão de uma opinião pública excessivamente inquietada com coisa nenhuma. Mas tento temperar esta minha posição com a memória histórica de como os costumes, as ideias, e os comportamentos vão mudando e às vezes se cai em certos exageros, para a maioria das vezes se regressar a um equilíbrio pontual, necessariamente sempre fluído.
Eu próprio, por exemplo, sinto alguns calafrios quando vejo alguns “animalistas” terem mais cuidados e preocupações com as versões não humanas dos seres vivos multicelulares, eucarióticos, heterotróficos e móveis. Mas sempre que tenho estas sensações de incómodo e me assoma a dúvida se serei uma representação do estertor do especismo, tento refrear a minha estranheza com o conhecimento de que as últimas décadas têm testemunhado um avanço significativo no conhecimento científico sobre o comportamento animal, a fisiologia e a cognição, levando a uma revisão das diferenças que antes se pensavam existir entre humanos e outros animais.
Por outro lado, permita-me dizer-lhe que a segunda parte do seu texto é exemplar e merece aplausos. A sua afirmação de que não lerá um livro pelo qual não tem interesse, mas que jamais consideraria proibir a sua publicação ou perseguir seu autor, é um testemunho poderoso da liberdade que todos devemos prezar.
É louvável que valori
Gostei de ler a sua interessante dissertação, com a qual concordo por um lado e cujo conteúdo não me é estranho, como pode acreditar.
ResponderEliminarNo entanto ressalvo que, a despeito do que diz e eu concordo, há momentos ou temas, em que de facto a pressão dos lóbis se torna condicionante, ou limitadora, da livre expressão.
Não duvide.
Refere o feminismo, que é um bom exemplo. Porém nos dias de hoje e para mim é um tema ultrapassado: as mulheres ocuparam o seu lugar. Apenas e só. Ainda que haja algum extremismo residual por parte de alguns/algumas radicais, é assunto arrumado e creio que toda a gente o entende, são isso mesmo: extremismos sem consequências e que só ficam mal a quem o pratica, eles ou elas.
No entanto, por força da facilidade em divulgar opiniões, que bem sabemos ser resultado dessa actualidade hodierna, há mesmo tentativas de condicionamento e de imposição. Não tenha nisso qualquer dúvida que eu também não! Por exemplo, há um manifesto lóbi gay, que todos nós podemos fácilmente perceber, na comunicação social e tendo subido à política, pretende dominar a cultura.
Façam o que entenderem e tenham as suas opções, são livres e defendo isso, mas não me tentem convencer daquilo que eu não pratico. Entendam que ofendem a minha sensibilidade, o que não conta, só conta a sensibilidade daqueles para quem sou apenas "bota-de-elástico", ultrapassado, etc. Não sou! Sou heterossexual, convicto e assumido.
Hoje mesmo li que a mais medalhada cavaleira olímpica britânica foi castigada e suspensa das competições porque um seu aluno denunciou que chicoteou um cavalo (nas patas) quando procedia ao seu ensino. Para mim, chicoteava o aluno... isto é do mais atroz que já se viu! Não é teoria da conspiração, é a realidade.
Quem não louve e apoie, todas as acções e opiniões de qualquer grupo social, minoritário, é apontado, exposto, ostracizado, só porque alguém daquele grupo acha que ele está a ofender... olhe o caso do treinador que teve a infelicidade de dizer que na sua equipa há organização e objectivos, logo não eram um bando de índios!
Uma expressão tão corriqueira como o "vi-me negro para cá chegar"... sem conotação xenófoba, todavia logo apontado pela ministra da cultura como estando a ofender os índios.
E estava? É claro que não... quando se diz que o primeiro milho é dos pardais, está a ofender-se a pardalada? Ou os outros pássaros porque não são tão lestos?
O outro eram os turcos, de quem o nosso antigo primeiro ministro recordou os tradicionais e muito antigos laços de amizade com Portugal! Ignorância histórica e desfaçatez.
Não sei quem diz ou faz mais disparates, se quem cai na infelicidade de usar uma expressão corrente sem fazer a interpretação actual à luz do wokismo político, ou se quem cai no extremo de a tudo apontar as baterias do extremismo?
Para mim é disto que se trata. Tanto mal faz o lápis azul do censor da PIDE como os olhos e a sensibilidade dos que em tudo vêem ataque às suas idéias.
Acabaremos impedidos de escrever ou ler o que nos apraz para não ofender ninguém? Já não sei quem foi que disse que um dia os inteligentes não poderão falar para não ofender os imbecis, terá sido Tolstoi? Parece que para lá caminhamos, e é nisso que eventualmente discordamos.
Sou um defensor e cultor da diversidade do pensamento, que considero a maior maravilha da humanidade. Portanto não me deixo condicionar e nem me impeço de dizer o que penso, até porque não tenho nada a perder... não lerão os meus livros? Ora, nem sou escritor e já estou habituado... também não vou a votos para nenhum cargo. Desamigam-me no Facebook? Façam favor. Resta darem-me um tiro... também lhe digo que já bebi o bastante da taça para não ter esse receio e que levo a barriga cheia.
Foi um prazer ler a sua opinião, clara e elevada, esclarecida. Creia.
Também agradeço o trabalho a que se deu em "conversar" comigo.
Um abraço cá da Cidade Morena
Por respeito a este espaço Extraordinário que é de idéias mas sobretudo de literatura e não de discussão sociológica, política ou outra, também por respeito a todos habituais frequentadores cujo foco principal são as leituras e os livros, encerro por aqui o tema.
ResponderEliminarJá disse o que penso e me parece oportuno neste post.
A minha opinião não é, Graças a Deus, nem a única nem a última, mas estamos fora do contexto a que nos poderia conduzir.
Saudações livres e libertárias, cá da Cidade Morena.
Mesmo não concordando consigo na questão do "lóbi", gosto do modo como se exprime e faz a genuína defesa das suas convicções.
ResponderEliminarSecundo a sua decisão de deixar este assunto por aqui. O blog não é nosso e é de livros e de leituras que se alimenta.
Tua pandula suku tate.
estou a salto, com o tempo contadinho quanto escasso, mas pelo titulo, e o que sei do assunto, é , ao menos parece-nos, tao elementar, que dispensa aplauso.
ResponderEliminarJá agora. ainda por cima, e inevitávelmente, trata-se de pessoas que cresceram a atear fogueiras nas ruas para queimar livros ...e pessoas.
«Fui confrontado por duas funcionárias-editoras de duas delas que claramente me disseram haver passagens de que discordavam e podiam ferir sensibilidades, pelo que entendiam que o romance não se enquadrava na sua linha editorial, logo recusavam... o que nunca percebi é, se fui recusado por opinião pessoal da funcionária-editora que neste caso agiu como censora, ou se seria a tal linha editorial da Casa Editora, também a exercer censura? Ou foi desculpa por ser tão-tão má a proposta?»
ResponderEliminarCaro António, esta situação que descreveu também me aconteceu várias vezes. A ideia que prevalece é que várias pessoas que trabalham nas editoras, e que têm a tarefa de escolher o que publicar, tomam as suas decisões com base unicamente nos seus próprios gostos... e preconceitos, e «esquecem-se» de que há bastantes potenciais leitores que, muito provavelmente, gostariam de comprar os livros que eles não apreciam. É uma grave, e inadmissível, falta de profissionalismo, que, levada às últimas consequências, pode até colocar em causa a sobrevivência das empresas.
Ser homossexual é uma escolha e não uma condição.
ResponderEliminarNão há nenhum gene da homossexualidade.
Isso não impede que as escolhas, as opções devam ser respeitadas.
Há pessoas que optam pela homossexualidade, outros pela heterossexualidade e outros abdicam de praticarem sexo (os sacerdotes católicos, por exemplo) são opções respeitáveis, decisões de cada um que não têm de ser incentivados, nem "obrigadas" por terceiros, cada um saberá tomar as opções, as escolhas correctas para a sua vida, para a sua sexualidade.
Caro Octávio, ora aí está a famosa pergunta do milhão de dólares!
ResponderEliminarE, seria para mim, o que devia sobressair nesta "discussão" que hoje foi aberta com o Extraordinário e oportuno post sobre o condicionamento da escrita!
Estarão deveras as Editoras também elas condicionadas e a condicionar, internamente, quem escreve ao fazerem censura pessoal nas propostas que analisam?
Temo que sim! Acredito que sim... se é fanatismo, desonestidade intelectual, falta de professionalismo, isso já não sei... pode ser tudo junto, mas sobretudo um exercício de poder e sentimento de impunidade, aliados à falta de honestidade e convicção de que são donos da verdade, de que se arrogam certas classes ou categorias de pessoas!
Grande Abraço cá da Cidade Morena.
Permitam-me que seja mais radical do que tudo quanto já se expôs aqui.
ResponderEliminarEstá na ordem do dia, por via da DGS, uma qualquer recolha de informações ou dados, na sequência da qual se pretende obter respostas das pessoas que menstruam. O PSD já reagiu, pretendendo ser esclarecido, em resumo, se há mais pessoas, para além das mulheres, que menstruam. Na minha modesta opinião, acho que não, acho que só as mulheres é que menstruam.
A não ser que haja pessoas, por exemplo, como o Rui Rangel (que é uma pessoa sem tintins) e como a Joana Mortágua (que é uma com um coisito no meio das pernas) que também menstruem.
O casal de monstros na cama:
ResponderEliminar"Hoje não, monstro..."
"Porquê monstra?"
"Porque estou monstruada!".
Como concordará, o Extraordinário anónimo, monstros é o que por aí há cada vez mais... o que é estranho, numa sociedade que se presume evoluída...
Assinado.
ResponderEliminarPois... terá o meu caro amigo toda a motivação para acreditar que, tal como as monstras, também há as pessoas que menstruam e em cujo grupo o meu caro amigo não inclui as mulheres que menstruam pelo simples facto de nunca se ter apercebido de que, afinal, as monstras não menstruam mas, teimosamente para si, monstruam.
ResponderEliminarDeve estar se a referir a uma escolha inconsciente, pois ou não conhece os erros de cópia que definem as determinações da biologia ou então nunca falou com um homossexual. É que deve desconhecer com toda a certeza as ligações causais entre gene e comportamento. O facto de não se ter identificado um gene, não significa que ele não exista. Afirmar categoricamente uma opinião com base na natureza absoluta do conhecimento é precipitado e nesta temática é absurdamente desumano para quem é hoje vítima de discriminação e violência. Aconselho o a ler excelentes dissertações sobre a ilusão do livre arbítrio e já agora, para uma melhor analítica, diversifique o conceito de homossexualidade para melhor compreender o fenómeno.
ResponderEliminarpois, estamos aqui a protestar contra os insanos e medievais.
ResponderEliminarMas com um Documento que insta as autoridades, das quais se espera tolerancia zero.
'Promover'? A homossexualidade não se promove; isso não existe. Os meninos e meninas que gostam de pessoas do mesmo sexo não precisam ser ensinados a isso. Um abraço 🤗
ResponderEliminarEstás enganado, Pedro.
ResponderEliminarCaro Moscardo,
ResponderEliminarA homossexualidade é um fenómeno que tem de ser compreendido?
Caro Maximilien,
ResponderEliminarEstou enganado em quê?
Ninguém escolhe ser homossexual ou hetero. Tal como ninguém escolhe ser canhoto ou destro.
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