Aniversários
Recebo uma newsletter de uma livraria que me anuncia os 45 anos da editora Antígona. Pois bem, só posso dar os parabéns! Lembro-me de sempre se falar da Antígona como editora fora da caixa (a sua designação é, de resto, Editores Refactários, bem original), mas a verdade é que são desta editora muitíssimos livros absolutamente imperdíveis que tive ocasião de ler, alguns até bastante recentes, como Caruncho, de Layla Martínez, de que aqui falei talvez há pouco mais de uma semana. Mas também podia citar o excelente O Anão, de Pär Lagerqvist, toda a obra sublime de Silvina Ocampo ou Bohumil Hrabal (especialmente Uma Solidão Demasiado Ruidosa e Comboios Rigorosamente Vigiados, sendo este último o meu preferido), os livros de Maya Angelou, o fascinante Acreditar nas Feras, de Nastassja Martin (em que uma antropóloga luta com um urso que quase a desfaz e volta uns anos mais tarde à sua procura para a desforra) e muitos clássicos também, como os de George Orwell, por exemplo. Para quem esteja curioso sobre o futuro da editora, este link abaixo pode dar umas pistas. Nós, claro, continuaremos a comprar livros da Antígona e a desejar-lhe muitos anos de sucesso.
É talvez curioso ou mesmo estranho, mas nunca prestei à casa Editora.
ResponderEliminarSerá uma falha enquanto presumido leitor? Haverá "clubismo" editorial entre a malta dos livros que eu não saiba?
Não tenho Editoras na memória, por nenhum livro em especial. Conta o livro e o autor, gosto de saber quem é o eventual tradutor pois alguns são garantia de qualidade, mas nem por isso dou atenção à Editora. Talvez a Europa-América tenha sido aquela a que me habituei ou ganhou notoriedade pelos muitos livros que comprei com este selo, livros de que gostei.
Tenho na cabeça os nomes de várias Editoras, evidentemente, mas nem por isso as associo aos livros. Ignoro as Editoras, aliás também elas me ignoram, portanto é assunto arrumado, eheheh!
De qualquer modo, votos de sucesso para a Antígona, e para todas as Editoras, pois afinal sem elas, não teria livros! Ainda bem que existem.
Saudações desalinhadas cá da Cidade Morena.
..."nunca prestei ATENÇÃO à casa Editora".
ResponderEliminarTenho vários livros da Antígona e destaco O Anão, de Pär Lagerqvist (Nobel de Literatura) irrepetível, extraordinário romance; destaco também As Transformações do Homem de Lewis Mumford; O Vestido Vermelho de Stig Dagerman entre muitos outros que agora não me lembro mas que tenho por aí, desarrrumados.
ResponderEliminarUm grandioso catálogo, este da Antígona. Desejo-lhe os maiores sucessos.
Cristina Carvalho
Bom dia
ResponderEliminarA Antígona é para mim uma referência no panomara editorial português, fora das grandes avenidas, essencial para a biodiversidade.
Tal como a Tinta-da-China, a Cavalo de Ferro (agora acoplada), a E-Primatur, a Relógio d'Água, ou, mais recentemente (e espero que por muito tempo) a Zigurate.
Uma editora quase que tem personalidade própria, traços distintivos, idiosincrasias.
Se tivesse que definir a Antígona numa frase, diria qualquer coisa como: uma pedrada no charco.
Boas leituras!