Abril no mundo
Abril não foi só cá (falo da Revolução, bem entendido, e dos seus efeitos, entre os quais a instauração de uma democracia). E teve ecos noutros países, talvez os mais óbvios já aqui ao lado (sim, o chamado «período de transição» em Espanha não tardou), mas também mais longe, no Brasil, onde Chico Buarque compôs a excelente canção «Tanto Mar». Ora, hoje e amanhã, esses ecos vão ser objecto de um Colóquio na Fundação José Saramago intitulado Herança Universal de Abril, promovido pelo INP (Instituto Novos Paradigmas) do Brasil. Como refere a newsletter a este respeito, «o evento reunirá personalidades políticas, artísticas e sociais para debater, durante dois dias, as conexões da Revolução dos Cravos, que há 50 anos pôs fim à ditadura fascista em Portugal, com as lutas democráticas da América Latina». Os palestrantes são originários de Espanha, França, Brasil, Portugal, Chile, Cabo Verde e Uruguai e há mesmo muita gente conhecida (Rui Tavares, Carlos César, Francisco Louçã, Fernando Rosas, isto para falar só nos de cá); os temas das mesas podem ser consultados em https://novosparadigmas.com.br/lisboa/. Como as cadeiras possivelmente não vão chegar para tantos que querem assistir, está assegurada uma transmissão online através das páginas do INP nas redes sociais. Hoje os debates terminarão com um concerto em que Cristina Branco será acompanhada pelo muito talentoso pianista Luís Figueiredo.
Ir ouvir falar de democracia e liberdade, a pessoas que defenderam e ainda defendem o totalitarismo ou fascismo de esquerda, e, que se pudessem tinham instaurado uma nova ditadura em Portugal? Não, nem obrigado!
ResponderEliminarLamento, porém o 25 de Abril deu-me e permite-me a livre expressão do que penso e sinto. E não é a nenhum deles que o devo...
Saudações livres e democráticas cá da Cidade Morena!
O 28 de Maio nunca é lembrado politicamente porque foi tão só uma data que assinala as transformações que lhe sucederam: ditadura militar, Estado Novo e toda uma evolução que no essencial foi condicionada por três guerras (em Espanha, Mundial, África) e múltiplos incidentes que vieram a determinar o seu fim a 25A74.
ResponderEliminarChamar a tudo isso fascismo, é tão só um insulto a toda a cultural política e proclamar uma indigência analítica que vem encontrar confirmação ao reduzir todo um processo - que 50 anos depois nos traz um democracia deficiente e uma frágil autonomia como país - à permanente invocação de uma data, o 25 de Abril!
Não acredito que a nossa esclarecida mentora atraia estes reacionários ressabiados...
ResponderEliminarO que está a acontecer?
Não é de hoje.
ResponderEliminarMuitas vezes, uma pessoa até se pergunta quem é o dono deste blogue...