Rio-Lisboa

Já que só se fala de música e de Taylor Swift em todo o lado (quem me dera que os escritores tivessem metade do público dela...), hoje trago também música a este blogue. Há uns anos, tomei conhecimento de que havia um projecto muito giro chamado Rio-Lisboa, que combinava fado e bossa-nova, e não pude ficar indiferente. O seu mentor, Bruno Fonseca, compositor e também guitarrista (entre outros géneros, de fado), convidou-me na altura para eu escrever uma letra, e gostei muito do som e das vozes desse álbum (as vozes vão variando de disco para disco, com a presença vitalícia de alguns membros como, por exemplo, Luanda Cozetti). Este ano o Rio-Lisboa homenageou a Revolução com novo álbum (chama-se Revolução) e convidaram belíssimos letristas como André Gago, João Monge ou Pedro da Silva Martins (que pertencia ao grupo Deolinda), além de me terem instado a reincidir, o que fiz com todo o prazer numa letra chamada "Às claras". O álbum foi seleccionado pela Antena 1 e o grupo está a fazer concertos nas FNAC para o dar a conhecer, além de vários espectáculos pelo País fora. Se gosta de fado e de MPB (música popular brasileira), não hesite em ouvir. É mesmo uma bela combinação.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco28 de maio de 2024 às 02:25

    Gosto e consumo bastante música, que aliás concilio com a leitura/escrita.
    Sou apreciador de bossa-nova e de fado. Gosto da MPB, talvez nem de toda como em tudo, mas gosto na generalidade.
    Aqui em África, a musicalidade é algo de muito forte e faz parte da cultura dos povos, o que se sente de uma forma Extraordinária - imaginem por exemplo uma roda de mulheres (aqui diz-se senhoras) sentadas no chão, a bater com os paus no feijão que debulham e a cantar ritmadamente. É algo que nos penetra no mais fundo da nossa sensibilidade de humanos.
    Aliás a música ultrapassa tantas das barreiras levantadas pelo homem, não sei se por se elevar no ar e espalhar pelo éter? É como tentar parar o sopro do vento...

    Gosto muito de música angolana, há por cá excelentes compositores e executantes, como Matias Damásio que junto com a africanizada Mariza produziu o Extraordinário "Quem me dera", onde se juntam o tropicalismo e o fado. Os portugueses e os seus parentes das ex-colónias, quando se empenham e deixam para trás as diferenças que os unem em vez de afastar, produzem coisas muito boas!

    https://www.youtube.com/watch?v=-sze5rpbklM

    Saudações musicais cá da Cidade Morena!
    A quem possa interessar, veja e oiça... https://www.youtube.com/watch?v=GkLDzCbuF0Q

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  2. Viva a boa música! Não tinha ouvido falar desse gênero até então.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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