O Japão dos Portugueses
Japão, 1637. Na sequência dos avultados tributos exigidos às populações e da proibição de professar o cristianismo, cerca de 35 000 camponeses e cristãos, liderados por um general-menino que tem a reputação de fazer milagres, invadem várias fortalezas governamentais e acabam por instalar-se no desactivado castelo de Hara, que reconstroem em conjunto e onde resistem, ao longo de vários meses, ao cerco das tropas do xogunato. Entre os que lutam contra a tirania imposta, encontram-se Jana – uma viúva que chega com o filho pequeno – bem como o ronin Haru – samurai renegado e agora ao serviço do povo. Apesar do ódio que inicialmente nutrem um pelo outro, Haru não consegue ficar indiferente a essa mulher que carrega um mistério e sabe pegar em armas, nem ao ciúme que lhe provoca a relação dela com o missionário Clarimundo, um dos poucos portugueses que ainda não deixaram o Japão. Numa confusão que só o caos da guerra poderia causar, os sentimentos entre estas três personagens vão exacerbar-se à medida que a batalha evolui. Tal como no final do cerco, não existirá redenção, só a grande busca da liberdade e do amor. Coração-Castelo é o aguardado regresso de Raquel Ochoa ao romance histórico e foi finalista do Prémio LeYa. Se quiser acompanhar-nos no lançamento, apareça mais logo, aqui está o convite.

Bom... com esta onda reparativa, ainda vamos ter o Japão a lembrar-se que foi colonizado pelos portugueses, e, vamos ter de o indemnizar pelos prejuízos causados. Cuidado!
ResponderEliminarConfiemos que o livro não chega ao Japão... já agora e por Extraordinária curiosidade, alguém mem sabe dizer se os japoneses têm hábitos de leitura?
Conheço a Raquel Ochoa pelas viagens, aliás gosto de a ler, tem uma sensibilidade com que me identifico, tanto para os lugares quanto para com as pessoas. Como romancista tem cultivado o género histórico, mas nunca li nada, confesso.
Não será desta também, pois não me interesso lá muito pelos episódios no Oriente. O último que li, já não me recordo do nome, mas era uma saga de portugueses lá pela Indochina e achei a coisa demasiado rebuscada e cheia de misticismos demasiado compostos e decalcados. Os romances místicos também não fazem o meu género, acho-os cansativos porque irrealistas em demasia e pedem-me um esforço extra.
Enfim, votos do maior sucesso para a obra, que aliás tenho visto anunciada nas redes sociais. Acredito que vai ter saída, o tema é fora do vulgar e isso ajuda.
Parece que a criação literária actual está a ser muito feminina nos últimos tempos, nada contra mas é curioso e será talvez um sinal dos tempos.
Faço votos de um Extraordinário fim de semana, com boas leituras para todos, cá desde a Cidade Morena - este romance sendo uma boa proposta.