Livros no Parque

Comecem a contar os dias (ou a descontá-los) porque de hoje a uma semana, no dia 29, começa a 94ª Feira do Livro de Lisboa, esse acontecimento anual onde gastamos sempre imenso dinheiro, mas onde podemos ver os livros mais recentes ou intemporais de quase todas as editoras portuguesas num único dia. Ufa! Para a dor que ainda tenho na perna direita (não estou curada, infelizmente, mas já tenho uma consulta agendada com outro médico) vai ser um suplício, mas, não podendo fazer a feira toda de uma vez (a subir, ainda por cima!), tenho até dia 16 de Junho para me entreter e, pelo caminho, assistir às sessões de autógrafos, às leituras de poesia, aos concertos, aos debates, às muitíssimas actividades paralelas para as quais, em geral, há umas cadeirinhas para nos sentarmos e repousarmos. Os horários de segunda a quinta serão das 12h às 22h; às sextas e vésperas de feriado teremos o fecho às 23h (mais uma horita para umas últimas compras); ao sábado estaremos em grande das 10h às 23h; e aos domingos e feriados das 10h às 22h. Mas a noite pode estender-se para as crianças mais destemidas dos 8 aos 10 anos que queiram acampar em tendas no parque e ouvir/ler histórias debaixo dos jacarandás. Vamos certamente ver-nos por lá e isto é só um aviso, pois voltarei a dar novidades sobre os primeiros dias da Feira muito em breve! Tomem nota das datas.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco22 de maio de 2024 às 02:48

    Mais um ano em que estarei ausente - não que a minha falta seja notada... eheheh - porém tenho pena, até saudades de andar a subir e descer por entre as alas de livreiros. O pior é mesmo o estacionamento, no entanto creio que já está resolvido o acesso aos parques subterrâneos.

    É deveras uma oportunidade para encontrar reunidas as condições que refere: edições!
    Livros, muitos.

    Haja feiras e hajam livros.
    A propósito deste hajam, permito-me deixar aqui em modo poético a história de um despique entre meu avô Abreu que era homem letrado e o Matias Carago, boieiro iletrado, no entanto amigo de fazer rimas e ironia:
    Em tempo de chuvas, versejava o Matias:
    Venha chuva e venham dias,
    cá pr'ó velho Matias!

    O meu avô ouviu e respondeu:
    Venha chuva e chuva venha...
    Bois ó carro, Matias à lenha!

    Esclareço que naquele tempo e naquela estação em que outros trabalhos não eram possíveis, era costume roçar mato, cortar lenha, e, "carrear" para os destinos, normalmente o mato ia para a cama do gado (depois estrume) e a lenha para a casa da lenha onde eram rachados os toros e armazenadas as cavacas, para fogões, braseiras, bailarinas e lareiras.

    Votos de boa continuação, cá da Cidade Morena.

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  2. Confesso: desde o meu último curso de filosofia zen (e dos de budismo aplicado à vida em sociedade de consumo), tenho conseguido desprender-me do sentimento de posse sobre bens materiais, livros incluídos.

    Assim, o entusiasmo de outros anos não me tem assaltado.

    O estacionamento nunca foi problema, dado mover-me de bicicleta dentro da cidade (uma vantagem para a saúde, a carteira e o meio ambiente). Obrigado Leonardo da Vinci!

    Percebo a importância do evento para o sector, mas sou cada vez mais céptico quanto aos moldes em que se realiza - especialmente a hora H (uma espécie de carimbo de imbecilidade colocado na testa dos leitores)

    Aliás, sobre o assunto, enquanto passeava no campo, tive esta estranha associação de ideias: https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/o-sal-o-acucar-e-a-gordura-do-mundo-61724

    E, mesmo dentro do sector, não existe consenso sobre o modelo de negócio e respectiva biodiversidade: https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/dixit-13576

    Saúde, Boas leituras, boa feira!

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  3. Estou a contar os dias!
    Adoro a Feira do Livro. O ano passado tive o prazer de conhecer a Maria do Rosário pessoalmente numa amena tarde de sábado. Juntamente com a também inspiradora Aldina Duarte.

    Só não me apanho na Feira todos os dias porque enfim, há que ter alguma disciplina. No meio dos livros e de pessoas que gostam deles sinto-me sempre muito bem. E tenho vindo satisfeita de lá também por ver familias inteiras atrás dos livros.
    Parece-me que apesar de tudo os leitores têm aumentado em Portugal. O crescimento anual da Feira deve ser um indicador disso mesmo.
    Boa Feira, Maria do Rosário, quem sabe nos encontraremos lá outra vez este ano. 😊

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  4. Não sei se vou conseguir ir mas gostava muito

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