Excerto da Quinzena
Alegria precisa-se
Concordo com o Gonçalo M. Tavares quando diz que uma das coisas realmente importantes é a alegria. E dou comigo a pensar que conheço muito poucas pessoas alegres (não confundir com "eufóricas" ou "patetas-alegres", ou algo do género), a começar por mim, como se ser alegre estivesse fora de moda ou fosse um estado difícil de assumir, por uma razão qualquer. Por exemplo, no meu caso, o que sinto por vezes é uma alegria breve, embora seja o bastante para me pôr em andamento, como o motor de uma máquina. É a força da alegria de que fala o Gonçalo que nos empurra para a frente. Já a tristeza tem o poder de imobilizar, ou abrandar, ou mesmo bloquear qualquer movimento vital. Em mim, num só dia podem gerar-se os dois sentimentos. No sábado de manhã tive a aleria de encontrar a Maria Gil. [...] A alegria breve deste encontro anulou a tristeza de "duas baixas" no meu círculo de amigos, embora não habituais nem muito próximos, por mal-entendidos que não consegui desfazer [...]
Dina Ferreira, Os Dias de Uma Ex-Livreira à solta
São 1202 h quando posto, eram 1155 h quando ouvi na Antena 2 um belo poema de amor e morte da nossa Anfitriã dito por ela própria.
ResponderEliminarObrigado.
Obrigada! Já deve ser gravação antiga, mas eles repetem de vez em quando.
ResponderEliminarAlgum humor inglês para animarn: https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/nada-a-temer-de-julian-barnes-53969
ResponderEliminarBoas Leituras!
A IMPORTÂNCIA DA LIGAÇÃO ENTRE CAÇA & TURISMO NA NAMÍBIA
ResponderEliminar- unidos no serviço da conservação –
(Dr. Chris Brown)
Namibian Chamber of Envinronment
Não sou caçador. Nem nunca fui. Sou vegetariano desde os meus 11 anos, faço parte do sector ambiental do NGO e tenho interesses na indústria do turismo da Namíbia.
Portanto, podem ficar surpreendidos por eu ser um forte apologista da indústria da caça na Namíbia, aliás em toda a África. Dito isto, devo justificar a minha posição. Sou grande apoiante da caça legal, ética, da fauna selvagem indígena, enquanto sustentáculo da gestão das populações, em grandes áreas abertas. A razão é simples: - A caça bem gerida é extremamente útil para a conservação. Em muitos espaços, é essencial para a conservação.
Há muita confusão e mau-entendimento em particular no Mundo urbano industrializado, portanto da parte da maioria dos turistas ocidentais que visitam a Namíbia, acerca do papel da caça na conservação. As sociedades urbanas industrializadas, nas quais eu incluo muitos biólogos e organizações conservacionistas reconhecidas, vêem a caça como uma forma de minar a conservação, ou o anátema (oposto) da conservação. Consideram que proteger a fauna selvagem e eliminar todos os incentivos ao seu uso e consumo, seja promover e alcançar uma boa conservação. Nada mais longe da verdade.
A maior parte do debate das actividades da caça e uso sustentável enquanto conservação tem sido feita pelo movimento dos direitos dos animais. Tenho simpatia por quem defende os direitos dos animais – penso que todos devemos fazê-lo. Nenhum de nós quer ver animais em sofrimento ou maltratados por elementos da nossa espécie. Mas o problema surge quando as agendas do sofrimento animal são apresentadas como agendas da conservação. As agendas dos direitos dos animais não são agendas da conservação. A conservação trabalha ao nível das populações, espécies e ecossistemas. Os direitos dos animais trabalham ao nível do indivíduo. Aquilo que pode ser bom para o indivíduo ou colectivo de indivíduos pode não ser bom para a sobrevivência de uma população, espécies ou biodiversidade, a longo prazo. Vejamos um exemplo doméstico simples: - Quando os cavalos de tiro (carroça) foram substituídos pelo tractor, deixaram de trabalhar horas a fio nos campos. Mas também deixaram de ter valor para os agricultores. No geral, são hoje extremamente raros os cavalos de tiro. No entanto, formaram-se associações de amantes dos cavalos de tiro para impedir essas raças de desaparecerem. A verdade é que se os animais não tiverem um valor, ou se esse valor não for competitivo com outras opções, então esses animais não terão lugar, excepto em escassas e pequenas ilhas isoladas, de protecção. E o uso de ilhas de protecção no mar ou em terra são desastrosas para a conservação a longo prazo.
Os direitos dos animais são importantes. Também para a fauna selvagem devem ser tidos em conta no âmbito do estabelecer da conservação e bem-estar animal, em que as decisões tomadas em nome das populações, espécies e ecossistema, tenham prioridade sobre os direitos individuais dos animais, porém com a devida consideração pelo seu bem-estar. As práticas éticas e humanas são parte integrante da boa gestão da conservação e da ciência.
(Tradução do inglês de A.L.Pacheco)