O milagre dos livros

Diagnosticado com uma doença cardíaca grave, um jovem decide escrever o Livro da sua vida – e escrevê-lo literalmente com o coração. Sempre ao lado da mulher, leva  anos para completar a empreitada, passando fome e privações e vivendo a crédito, esperando pagar as dívidas quando o Livro for publicado. Assim que o termina, manda as folhas dactilografadas ao seu editor, mas este nunca as recebe. O desespero leva o casal e os amigos e vizinhos a uma busca desesperada em todas as estações de Correios do mundo, até que o editor dá a entender que finalmente recebeu o manuscrito e manda um cheque. Só que, quando o livro é impresso, não era o Livro… Então, começam a chover livros assinados com o nome do escritor por todo o lado, e o povo começa a ler desenfreadamente, tornando a leitura um fenómeno à escala global. O Livro Que Me Escreveu, do escritor caboverdiano Mário Lúcio Sousa, de quem já publiquei obras como Biografia do Língua (Prémio PEN), O Diabo Foi Meu Padeiro ou a biografia romanceada de Amílcar Cabral, A Última Lua de Homem Grande, finalista do Prémio Oceanos e do Prémio LeYa, é uma novela genial, um elogio maravilhoso à solidariedade e à leitura, essenciais na formação do ser humano. O lançamento, que inclui um concerto imperdível (o autor é também músico e vai tocar para nós umas mornas deliciosas), vai ser dia19 às 19h. Apareçam na Buchholz!


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Comentários

  1. Parece que é um evento incrível e imperdível!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista (http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/)
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. António Luiz Pacheco15 de abril de 2024 às 07:56

    Há excelentes escritores cabo-verdeanos. Sem dúvida.
    Já li alguns e gostei e gosto, pois sou um africanista assumido.
    Tenho idéia de ter lido já lá vão uns anitos, a citada "biografia do língua" (a estúpida inteligência artificial que constitui o corrector está a dar erro, porque não possui discernimento para avaliar o contexto!).
    Está bem escrito, e a profusa premiação assim o confirma. Apesar de não concordar com determinadas opiniões do autor. Por exemplo e desde logo, considerar o língua como "a mais degradante das ocupações"? "Língua" era o nome que se dava no período dos descobrimentos aos que serviam de intérpretes, gente embarcada muitas vezes nos lugares onde se aportava e que faziam a ligação aos povos que eram contactados porque de algum modo falavam ou conseguiam entender o português e as línguas nativas. Não vejo nada de degradante nisto, é uma ocupação ainda hoje em voga, ser intérprete ou tradutor. Até é bastante honrosa esta ocupação, dado que constrói pontes entre os homens e permite que comuniquem entre si.
    Veremos quantos prémios vai arrecadar mais este novo livro do já tão premiado autor.

    Saudações curiosas cá da Cidade Morena.

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