Um inédito do mestre
«Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva até à ilha onde a mãe está enterrada, para visitar o seu túmulo. Estas viagens acabam por ser um convite irresistível para se tornar uma pessoa diferente durante uma noite por ano. Ana é casada e feliz há vinte e sete anos e não tem motivos para abandonar a vida que construiu com o marido e os dois filhos. No entanto, sozinha na ilha, Ana Magdalena Bach contempla os homens no bar do hotel, e todos os anos arranja um novo amante. Através das sensuais noites caribenhas repletas de salsa e boleros, homens sedutores e vigaristas, a cada agosto que passa Ana viaja mais longe para o interior do seu desejo e do medo escondido no seu coração. Escrito no estilo inconfundível e fascinante de García Márquez, Vemo-nos em Agosto é um hino à vida, à resistência do prazer apesar da passagem do tempo e ao desejo feminino. Um presente inesperado de um dos melhores escritores que o mundo já conheceu. A tradução é de J. Teixeira de Aguilar.» Assim anuncia a editora o inédito de García Márquez, de que Saramago ouviu ler ao vivo umas páginas num encontro de escritores e nunca mais esqueceu. Um livro que o mestre colombiano andava a burilar havia muito e não chegou a publicar em vida, mas que os herdeiros acharam que não desmerecia o Senhor Nobel e que acaba de ser editado em todo o mundo. Eu cá vou ler, mais alguém?

Muito provávelmente sim, quase seguramente que vou ler. Gosto muito da escrita de GGM!
ResponderEliminarAinda há pouco acabei de ler um belíssimo romance de H.Hemingway que nunca lera, nunca me canso destes autores assim.
Saudações clássicas cá da Cidade Morena.
Frase do dia:
ResponderEliminar"A melhor maneira de acabar com uma tentação é ceder a ela"
Boas leituras
Precisava de ser burilado? Vamos ler mesmo assim. De Garcia Marques até o refugo é bom.
ResponderEliminarAhahahah!
ResponderEliminarConcordo!!!
Grande abraço cá da Cidade Morena
Está para ler em breve, ja está à espera que termine o que estou a ler de uma autora portuguesa Joana Bertholo, "a historia de Roma"
ResponderEliminarHenrique Cheira
Beja
García Márquez, colombiano, acentos segundo a língua espanhola.
ResponderEliminarGabriel García Márquez libertou as nossas almas com a palavra, ensinando-nos que a magia não está no sobrenatural, mas sim no quotidiano, na capacidade de nos maravilharmos com a vida.
ResponderEliminarDeu vida a personagens que conheciam o universo antes mesmo de decifrar o enigma da solidão, movidos por uma determinação tão inabalável quanto o amor que nutriam pelas suas famílias, caminhando entre nós, tão reais quanto o palpitar do nosso coração, tão vivos quanto os desejos que nos movem.
Ensinou-nos que o amor, esse sentimento tão antigo e ao mesmo tempo tão novo, é capaz de transcender o tempo, a doença e a morte.
Levou-nos a sentir na nossa própria pele o sal do mar e a luta pela sobrevivência, por encontrar de novo a terra firme, a realidade.
Explorou os abismos do poder e da solidão, munido da sabedoria forjada pelos anos e de uma copiosa inocência para imaginar o que não fora vivido.
Convidou-nos a reflectir sobre a juventude perdida e o amor que se reencontra no crepúsculo da vida, onde cada personagem, no cúmulo da sua singularidade, é um reflexo de nós mesmos, das nossas lutas, sonhos e desenganos.
Pintou a condição humana, com as suas sombras e luzes, as suas verdades e mentiras.
Cada página que escreveu é um espelho onde a América Latina se vê reflectida, no seu esplendor e na sua miséria, na sua fantasia e na sua crua realidade.
Viveu a vida para a contar.
Obrigado, Gabo, por nos mostrares que, neste labirinto de solidões, há sempre um fio de amor que nos guia para a saída, para o encontro connosco próprios e com os outros. Nos teus livros encontramos esse alento de vida, essa promessa de que, apesar de tudo, vale a pena viver.
Confesso, meu caro Gabo, que me encontro sob o jugo de uma torrente de leituras, formando pilhas que ameaçam a minha sanidade mental. Mas prometo, mestre: Lemo-nos até Agosto!
(Agradeço-te, Rosário, por me despertares a memória para esta "nova" obra de García Márquez).
Gabo deve estar agradecido a este último comentário.
ResponderEliminarQue bem escrito!Quanta análise e sabedoria profunda encerra!
Eu também agradeço por me ter levado a compreendê-lo melhor!
Parabéns e obrigada!
Américo Oliveira,apareça mais vezes!
ResponderEliminarO que o Extraordinário Américo Oliveira diz, de forma Extraordinária, afinal aplica-se não apenas a G.G. M. e sua obra, mas a tantos outros escritores e suas obras, que é justamente o que faz Extraordinárias as Horas que passamos a ler!
ResponderEliminarUm grande abraço a Américo Oliveira, e, como alguém disse: apareça mais vezes!
Agradeço as suas generosas palavras.
ResponderEliminarJulgo ter quase todos os livros de Gabriel Garcia Marquez, por que não mais este?! Contudo, não sei se estou de acordo com a publicação a que o autor, ele mesmo, negou qualidade para tal. Irrita-me um bocadinho o desrespeito para com os mortos; penso que tem quase sempre por detrás a parte económica da coisa.
ResponderEliminarMuito obrigado, António.
ResponderEliminarÉ verdade que há mais autores que tornam Extraordinárias as horas que passamos a ler. Mas, para mim, o Gabo é um dos mais Extraordinários.