Meninas e mulheres

Fernanda, uma aluna insolente de um colégio elitista da Opus Dei, acorda certo dia com as mãos e os pés atados numa cabana escura no meio da floresta – e este é apenas o começo de uma jornada que tem tudo para ser aterradora. Longe de se tratar de alguém desconhecido, a sua sequestradora é Miss Clara, a professora de Literatura perseguida por um passado violento que Fernanda e as colegas atormentam há meses com vexames e perguntas inconvenientes. Porém, os motivos do rapto revelar-se-ão muito mais complexos do que a mera vingança pelos traumas sofridos na sala de aula e, de certa forma, não deixam de estar ligados ao desejo, ao ciúme e mesmo ao amor. Neste romance imaginativo e extremamente hipnótico, a equatoriana Mónica Ojeda – uma das vozes mais aclamadas da literatura da América Latina – cria em Mandíbula um mundo feminino feroz e implacável, partindo das relações nem sempre claras entre colegas de escola, professoras e alunas, mães e filhas, irmãs e melhores amigas. Viciante e imperdível. A tradução é de Rui Elias e a maravilhosa capa de Rui Garrido.


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Comentários

  1. Ainda sobre o post anterior: https://pressreader.com/article/281500756230738
    Nada de novo, nada que não se saiba. A novidade reside no lento despertar da inércia por parte da classe política.
    Boas leituras e boa semana!
    PS: Como ler o artigo: https://blx.cm-lisboa.pt/wp-content/uploads/2020/12/manual_pressreader-site.pdf

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  2. António Luiz Pacheco18 de março de 2024 às 04:37

    Julgo que na leitura deste romance, há que começar por entender a realidade da América Latina (Equador?) onde os raptos são frequentes e correntes. Uma aluna de um colégio elitista, é certamente filha de um pai rico e eventualmente com ligações ao tráfico de droga ou à política ou ambos. Portanto alvo-tipo deste género de acontecimento.
    O passado violento da professora, pode igualmente ter a ver com a guerrilha, a droga ou outra qualquer actividade do género.
    São circunstâncias e contextos que nada têm a ver com os nossos, por muito que vejamos filmes como "Sicario", "The Counselor" e outros do género. Julgamos sempre que é filme... é fita... pois o que nos deve arrepiar ter a percepção de que não é! É uma realidade de que estamos (ainda) afastados mas é a realidade para muitos milhões de pessoas. Aquilo acontece e há pessoas assim, que fazem aquelas coisas, de um e de outro lado.
    Um livro a ter em conta, portanto, adivinha-se que seja baseado em factos dessa tal realidade que referi, que é a da autora. Pode nem ter a ver com crime, tráfico ou esse tipo de coisas, porém é o espelho do que se passa naquela parte do Mundo, nem que seja por despeito ou ciúme como parece devendar-se no tema de hoje.

    Votos de uma semana Extraordinária, cá desde a Cidade Morena.

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  3. Será um bom livro, mas não me apetece lê-lo.

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