Para dar e vender

Acabo de receber a agenda do El Corte Inglés para os próximos meses e tem programação para dar e vender. Coisas parecidas ou iguais a outras que já lá se realizaram (e quiçá se repetem por ter havido muita gente que ficou de fora); e coisas muito originais, como um curso inventado e apresentado por Nuno Artur Silva com o sugestivo título A Salvação do Mundo, com três sessões dedicadas à beleza, à ficção e à religião entre 9 e 23 de Fevereiro. Uma das palestras a que vou tentar mesmo ir é Nós e as Árvores na Ca(u)sa Comum, dada pelo enorme conhecedor de árvores Bagão Félix, de quem tenho um livro ultra-interessante sobre o assunto (já aqui disse há pouco tempo que adoro árvores). Não posso faltar também à conferência Tocando Vidas (publiquei este livro, que é uma tese de Paula Freire) sobre o projecto da Orquestra Geração (crianças desfavorecidas a quem é dado um instrumento e tocam numa orquestra, ultrapassando tantas vezes problemas sociais e escolares), em que serão oradores a autora do livro, Álvaro Laborinho Lúcio e Juan Maggiorani. Em fevereiro, Ana Zanatti e José Anjos lerão Camões (este ano faz 500 anos o poeta!) acompanhados da harpista Ana Isabel Dias. E muito mais; o programa é imenso e vale a pena espreitá-lo, pois tem eventos para todos os gostos e quanto mais cedo se inscrever melhor.

Comentários

  1. Que pena o "Corte Ingles" de Gaia nao fazer nada disto!Tanta gente interessada podia aproveitar!
    Pensem nisso.

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  2. António Luiz Pacheco10 de janeiro de 2024 às 01:43

    Sim Senhora, boas notícias e um promissor programa!
    O prof. António Bagão Félix, eminente economista tem alguns livros publicados com sugestivas alusões vegetais! Acho muito curiosa esta associação entre a economia e a árvore, que em tempos me inspirou a numa formação que dei numa empresa, comparar a empresa a uma árvore... desde a raiz aos frutos, passando pelo tronco, ramificações, folhas e frutos...
    Como li uma vez algures, as lições estão na Natureza!

    Já sobre o tema "A Salvação do Mundo", com três sessões dedicadas à beleza, à ficção e à religião, acho ainda muito inspirador, pois sou dos que acreditam no Homem e nas suas obras, na capacidade que tem a Humanidade de se manter e portanto de manter o Mundo que é a sua casa, onde vive.
    Podem chamar-me antropocêntrico á vontade, coisa que assumo ser, e, como não ser se sou humano?
    Beleza, ficção e religião, são daquelas características que só os humanos conseguem atingir e usufruir. Gostaria de assistir a tão interessante sessão, o que infelizmente não me será possível, mas espero por notícias.

    Votos de um dia cheio de humanidade para todos os meus Extraordinários comparsas deste blog, cá desde a Cidade Morena.

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  3. Bom dia! O livro a que se refere de Bagão Felix é o 30 árvores em discurso direto? Muito obrigada e uma boa semana!

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  4. Para dar suspiros isto, sim! A delicadeza e harmonia são circunstâncias mui agradáveis e o som de harpa flui algo e se lhe diga. A querida Ana Isabel Dias meu abraço.

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  5. Os supermercados começaram a vender livros e jornais, a instalar cafetarias, cinemas...etc; ocupando áreas de negócio que eram de sectores tradicionais e especializados. Agora também já organizam eventos culturais. Num futuro próximo, talvez já esta tarde, não precisaremos de livrarias, cafés, restaurantes... bastará ir ao supermercado, e entre a pizza e as compras ainda assisto a uma conferência.
    Parece que é o novo mundo que estamos a construir.

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  6. António Luiz Pacheco10 de janeiro de 2024 às 04:10

    Bem observado!
    Será a modernidade?
    Joga-se no fundo com algo de bem humano: a comodidade! Foi o que nós humanos sempre procurámos, a comodidade acima de tudo, em conforto e segurança, facilitar as nossas vidas. É o que os supermercados exploram è exaustão, e, o que oferecem.
    Quando entramos nesse facilitismo cómodo, mesmo em detrimento de tantas outras coisas, nem nos damos conta, ou, não queremos saber até porque nos distraem com outros temas.
    Sou pela diversidade, contra a concentração, sejam das idéias seja dos actos comerciais.
    No entanto há que reconhecer que estas iniciativas, ainda que sirvam para promoção de uma imagem que resulte em mais vendas, são louváveis e de aproveitar!
    O que é triste é que seja uma cadeia de supermercados a fazê-las, em vez das entidades que deveriam ser competentes, nomeadamente as culturais, públicas ou privadas, que o não fazem alegadamente por falta de verbas ou porque os seus dirigentes andam virados para outros interesses, pessoais, das suas tendências ou de grupos que representam. Os nossos governantes que se dizem tão preocupados com a cultura e o ensino (entre outros), que gostam de arrotar a postas de pescada e dever cumprido,se gabam das apostas nestes sectores, que anunciam orçamentos fantásticos e espalham optimismo e simpatia, deveriam ser confrontados (e punidos nas urnas, mas não com a abstenção e sim com votos contra!) com as cativações e os incumprimentos que nos fazem não ter estes eventos como deveríamos ter e precisamos. Se calhar é porque não os merecemos, quando nos deixamos iludir e ir atrás do que não devíamos... quando deixamos de ir às compras nas nossas ruas, de ir à livraria fora do centro comercial, de engraxar os sapatos no engraxador da esquina ou no barbeiro do bairro.
    Entretanto, haja a Fundação Manuel dos Santos e o El Corte Inglés para nos darem alguma coisa que a quem sustentamos com os nossos impostos competiria.
    Estarei a discorrer bem?

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  7. António Luiz Pacheco10 de janeiro de 2024 às 04:17

    Sim!
    Porém tem outros dois com referências vegetais, muito interessantes:
    O cacto e a rosa, de contos.
    As raízes da vida - de ensaio, reflexões sobre a simplicidade e harmonia.
    Aconselho, aliás é uma pessoa muito interessante, culto e com sabedoria.
    Bom dia para si também.

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  8. Caro António Luiz Pacheco,
    Também muito bem observado, como aliás é habitual em si.
    De um lado comodismo, do outro, oportunismo. Do lado dos governantes, analfabetismo e/ou cinismo. Afinal, de alguma forma, somos todos responsáveis.
    Se os centros comerciais fizerem, o Estado já não precisa de fazer. Será a isto que chamam "Menos Estado"? "Mercado liberalizado"?
    Será a cultura uma mercadoria?
    Também não tenho respostas. Só quis questionar. Porque questionar está sempre antes da acção (a não ser que esta seja irreflectida!).
    Votos de um bom ano.

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  9. As iniciativas culturais do Corte Inglês são, regra geral, de elevado nível. Tenho ido a imensos cursos, palestras, conferências, espetáculos e lançamentos de livros e espero ainda ir a mais agora neste 2024.
    Bem haja!

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  10. Albertino Nunes Ferreira10 de janeiro de 2024 às 09:30

    Já frequento estes cursos há alguns anos, saliento aquele sobre As Pinturas Negras do Goya e outro sobre A Divina Comédia, do Dante pelo falecido António Mega Ferreira; inscrevi-me na Salvação do Mundo do NAS, A História, Os Vilões, etc.do RMD e A Minha Viagem com Camões por MJLC. Espero ser seleccionado, especialmente para o 1º.

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  11. Mas há um programa para a cidade do Porto. Não é longe de Gaia:).

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  12. Vão ser temas muito procurados, suponho que mais devido ao autor que aos próprios. Mas não é verdade que inscrever-se primeiro garanta seja o que for - além de ficar inscrito, claro.

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