Kafka dissecado
Amanhã, dia 1 de Fevereiro, começa um ciclo intitulado «Franz Kafka: Bilhete de Identidade» na Biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa, actividade que e insere nas comemorações do centenário da morte de Kafka, que se celebra este ano. Como se refere na apresentação deste ciclo, «cem anos após a sua morte, Franz Kafka permanece um dos monstros mais enigmáticos da literatura universal, dada a amplitude e a complexidade da sua biobibliografia»; e, por isso, quatro conversas não serão demais para falar do génio calado que não quis publicar a sua obra nem em vida nem depois da morte, e da qual teríamos sido privados se não fosse a desobediência de um amigo. A crítica literária Filipa Melo e os seus convidados vão «evocar a relação do homem e do escritor com o corpo, o humor, a espiritualidade e a questão do mal» e, nesta primeira sessão, que se realiza às 19h, vamos descobrir a relação do escritor e das suas obras com a fisicalidade e a estética levados pela mão da escritora Dulce Maria Cardoso e do arquitecto, professor e dramaturgo João Filipe Borges da Cunha. As próximas sessões ocorrerão nos seguintes dias, com convidados a anunciar em breve:
14 de março, 19h00: Kafka: um clown triste
17 de outubro, 19h00 - Kafka: carta a um deus desconhecido
21 de novembro, 19h00: Kafka: o homem e o adjetivo
Mais informações sobre o evento: https://www.goethe.de/ins/pt/pt/kul/sup/kft/kaf.html
Com este post, recordei-me das oficinas de escrita/workshop de escrita. Tem planos para nova edição?
ResponderEliminarSempre interessantes estas propostas a que não posso aceder. Só espero que sejam bem aproveitadas por quem possa (e queira) ir.
ResponderEliminarNa verdade, nunca li nada de F. Kafka. Pode parecer estranho e se calhar é...
Acredito que é uma mais-valia ir analisando escritores e seus escritos, enfim, escritores de elevado calibre óbviamente. Como ainda ontem se referiu, a influência dos grandes autores é algo de notável.
Li por aí que há uma nova biografia de Camões, da autoria de Isabel Rio Novo, de quem seria seguramente de grande interesse fazer uma análise destas! O homem e o mito.
Saudações mitológicas e não mitómanas cá da Cidade Morena.
ALP,
ResponderEliminarNão se vá deste mundo sem ler, pelo menos a Metamorfose e o Processo. São dos únicos livros que li mais do que uma vez. Em adolescente não encaixei, sobretudo no Processo, que abandonei às primeiras páginas (a Metamorfose foi tão fora que não consegui parar de ler, coisa de duas horitas). Aos quarenta, aos cinquenta e quase aos sessenta... "meu Deus", desabafei, eu que sou agnóstico..., "por que não me permitiste ser eu a escrever isto". Enfim, sou agnóstico e algo kafkiano. E também invejoso.
"sem ler, pelo menos," faltou-me uma vírgula importante... É claro que o ALP lê e bastante...
ResponderEliminarE o Porto aqui tao perto…
ResponderEliminarTenho planos, mas não sei ainda as datas, depois divulgarei, mas será provavelmente depois de maio.
ResponderEliminarConselho registado e acatado!
ResponderEliminarAbraço