Hoje há Cesariny

Um dos poemas que sei de cor e gosto de dizer alto (De Profundis Amamus) pertence a Mário Cesariny, de quem, como já todos sabem, estamos este ano a comemorar o centenário do nascimento. As sessões em sua homenagem têm acontecido um pouco por toda a parte, de norte a sul do País, e hoje é a vez de se associar à festa também o Museu do Fado. Levados pela imaginação febril e a boa organização de Aldina Duarte (uma fadista que lê muito e que lê muita poesia), o dia neste museu vai ser então dedicado ao referido poeta e artista plástico, abrindo logo às 10h00 com uma mostra de pintura e desenho de Mário Cesariny pertencente à colecção do realizador Miguel Gonçalves Mendes, autor do filme (Autografia) que será exibido no auditório ao final do dia. Mas pelo meio haverá leituras da obra de Cesariny por vários fadistas (à hora do almoço, para fazermos uma digestão feliz), tais como Aldina Duarte, Francisco Salvação Barreto, Tânia Oleiro ou Ricardo Ribeiro (outro grande leitor de literatura!) e uma conversa entre o já citado realizador e o jornalista e crítico Nuno Pacheco, que é um amigo da poesia e do fado. Um dia em cheio para amantes de Cesariny!


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Comentários

  1. Penentencio-me pela absoluta e total ignorância sobre o poeta; contudo, do Cesariny apenas tenho retido, do que tenho lido sobre a personagem, ressaltando sobretudo que era um perverso, um vicioso, e parece-me que tem sido este lado que, em vez da sua poesia, dado a conhecer.

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  2. Fui lendo o poste sempre na expetativa de que houvesse a estreia de um fado composto com um poema de Cesaniny. Penso que, realmente, não será obra fácil. Apesar do seu caráter de homem da vida e da diversão não lhe conheço costela de fadista.

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