Cesariny
No feriado de dia 1 não falhei à tradição e fui ver um morto, mas um morto que, graças a Deus, ainda continua vivo e de quem se comemora este ano o centenário do nascimento: Mário Cesariny de Vasconcelos. Numa das galerias do Maat (um museu à beira-rio em cuja esplanada um simples café & pastel de nata custa 4,5 euros, mesmo para uma pobre não-turista como eu), depois de atravessarmos os excessos de Joana Vasconcelos com o seu Polvo-Valquíria (que, por acaso, eu tinha visto em Macau em 2015, quando fui à Rota das Letras), está patente até Fevereiro uma exposição dedicada ao poeta surrealista que vale muito a pena ver. Se formos à espera da biografia do escritor, bem podemos apanhar uma desilusão pouco depois de entrarmos, porque pouco se diz sobre isso em matéria de informação escrita. A exposição não é sobre o lado da poesia e da vida, embora, claro, as criações plásticas (pinturas, colagens, etc.) de Cesariny e de alguns dos seus contemporâneos sejam, de facto, às vezes, mais eloquentes do que uma frase sobre a época em que viveu, sobre os seus mestres inspiradores, os colegas de loucura, os vícios e até os epígonos (muitos trabalhos de gente mais nova aparecem como alusão ou homenagem e alguns são mesmo muito bons). A compor tudo, há ainda fotografias de Cesariny em várias épocas e, logo a abrir, a porta verdadeira do seu atelier (incrível!). Apesar do preço do café na esplanada, a vista é maravilhosa, o que é um bónus. Aproveitem um dia bom e vão também.
diz que grandeza de alma. Honestos porque.
ResponderEliminarCalafetagem por motivo de obras.
É relativamente queda de água
e já agora há muito não é doutra maneira
no pais onde os homens são só até ao joelho
e o joelho que bom está tão barato
in Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano.
Referindo-me ao suplemento (café +bolo= 4,5€). Num hotel não muito longe, só o café são 7€ e uma garrafa de água 5,5€.
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