Ainda Eduardo Lourenço
Num ano em que há tantos centenários de autores para comemorar (Eugénio de Andrade, Cesariny, Mário Henrique Leiria, Natália Correia... até o italiano Calvino), é fácil deixar alguém para trás. Graças a Deus, isso não aconteceu ao nosso querido Eduardo Lourenço, que merece ser lembrado por todas as razões e mais algumas, até porque era uma pessoa excepcional. Mas é pelo Pessoa (e não pela sua pessoa) que a Casa Fernando Pessoa (desculpem lá as repetições) promove no dia 7 de Dezembro, com a colaboração do investigador Pedro Sepúlveda, um colóquio dedicado aos «tópicos pessoanos» do ensaísta e estudioso Eduardo Lourenço. A actividade decorre entre as 10h00 e as 18h00, é de entrada livre e conta com a participação de vários investigadores: Carlos Neto, Fernando Cabral Martins, Flávio Penteado, Joana Meirim, João Dionísio, Nuno Amado, Pedro Sepúlveda, Richard Zenith e Vicenzo Russo. As sessões consistem em debates com dois ou três intervenientes e um moderador, e o programa pode ser consultado na página da CFP.
Muito interessante, tanto as celebrações centenárias quanto a sessão dedicada a Pessoa.
ResponderEliminarGostaria de ser um "Pessoano", pois me interesso muito pela pessoa e em particular pelo conteúdo daquilo que escreveu. Digo "gostaria" pois sei que não passo de uma traça dos livros que esvoaça em volta da luz, falta-me muito do entendimento e saber necessários para ser um Pessoano.
Não gosto lá muito de o ver classificado como Poeta, pelas mesmas razões que me levam a gostar de acreditar que Shakespeare, Camões, Coleridge, Yeats, Gedeão, entre outros, não foram "poetas" e sim sábios, uma espécie de iniciados, que escreviam poesia.
O que me fascina em Pessoa, não está na poesia, mas naquilo que ela contém.
Curiosamente, na minha ignorância ou curta visão do Mundo literário, identifico 3 portugueses nesta linha da poesia sabedora: Camões/Pessoa/Gedeão. Outros haverá e será fascinante, um dia, descobrir outros até pelo Mundo.
Entretanto fico-me por aqui, e já que se fala de Pessoa, cito:
Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.
Como o entendo! E como se verifica.
Saudações e felicidades, cá desde a Cidade Morena.
Tópicos pessoanos de Eduardo Lourenço - proposta aliciante.
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