Mafra

Aluguei casa na Ericeira para férias durante uns anos e, nessa altura, ia muitas vezes a Mafra, algumas delas visitar o convento com alguém que ainda não o conhecia, outras almoçar ou fazer compras, sobretudo quando o nevoeiro demorava a levantar. Mas não sabia que Mafra tinha um festival literário que começou ontem e vai até 5 de Novembro. Tem como curador José Fanha (um grande divulgador da cultura que se estreou na TV com um saudoso concurso cultural chamado A Visita da Cornélia, em que participou também Fernando Assis Pacheco) e conta com vários convidados, começando pelo ex-candidato a Presidente da República Sampaio da Nóvoa, mas também Paulo Moreiras, Alberto Santos e Isabel Stillwell (que falarão de história e ficção), Cristina Carvalho, Carlos Fiolhais e André Gago (que se dedicarão ao professor e poeta António Gedeão), e muitos outros autores portugueses, como David Machado, Rita Taborda Duarte, Ana Cristina Silva, Ondjaki ou Álvaro Laborinho Lúcio, que estarão em várias mesas para abordar temas sempre interessantes e ligados à nossa querida leitura. Haverá ainda um concerto de Agir, um encontro de ilustradores e os contadores de histórias que andarão a dar de si pelas várias escolas da zona. É ir, senhores.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco31 de outubro de 2023 às 06:26

    Ora, a Cristina Carvalho e o Paulo Moreiras já tinham andado para aí a fazer publicidade a esse evento literário!
    A Cristina é suspeita por ser aí da I'recêra! Mas a gente perdoamos...
    O Moreiras também a gente deve perdoar, por ser um infatigável divulgador dos seus (dele) livros, isto porque gosto munto de o ler!

    Já que se fala no Fanha e na Visita da Cornélia, de que bem me recordo, faço aqui uma observação daquelas próprias dos velhos, que me perdoarão agora a mim porque é o que se calhar já sou, mas, parece-me que de facto "naquele tempo" os programas de televisão em vez de serem feitos com "famosos", como os "actores de telenovela" e os "cantores" que nem por isso se destacam pela sua arte mas pelas declarações polémicas, opções sexuais ou alimentares e pela sua vida amorosa pública e compicada.
    "Naquele tempo", os artistas faziam arte, eram cultos e o que levavam à televisão era sobretudo isso: arte e cultura! Com o que nos deleitavam... Os convidados ou participantes desses programas eram seleccionados e tinham de levar arte e cultura ao palco e para nossas casas.
    Pois é... penso eu.

    Logo, desfrutem e aproveitem, antes que nesses festivais passemos a ter de levar com alguma cantora na moda por ser feminista, um actor celebrado por ser homo, uma modelo que se tornou vegana... e outras destas grandes qualidades artísticas e culturais!

    Saudações provectas, cá da Cidade Morena

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  2. E não é que acho que tem muita razão?! Nem sequer sei se há concursos televisivos, a tv desanima-me de tal modo que a pus de lado. Vou suportando uns telejornais (contra vontade) nas horas das refeições principais e cujo tema é a guerra. Minto, as guerras. Não que devam ser esquecidas, ou possamos estar desinformados delas. Mas o que resta são os probleminhas políticos, os truques, a falta de elegância, o não saber estar da nossa gente maior que, estudámos nós, seria exemplo de honestidade e nos governava com o intuito de tornar mais fácil a vida do povo. Gostei do programa A visita da Cornélia, do Solnado, de Carlos Cruz, dos membros do júri quase tão famosos como os concorrentes que competiam à séria, com números extraordinários. Nunca esquecerei o duo Tó Zé Martinho-Tareca dançando. Quando soube que eram mãe e filho, mais os admirei.

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  3. O panorama é aliciante. Mas são quilómetros a mais em vários dias. Limito-me a lê-los sem data marcada (alguns).

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