Das coisas belas
Confesso que nunca tinha lido esta pérola nem ouvido falar do autor, que era sobretudo um diplomata que se dedicava à escrita de peças de teatro. O conhecimento veio através do professor Miguel Viqueira, que usou o texto como trabalho de mestrado com alunas do curso de Tradução na Faculdadede Letras e, assim que o li, fiquei completamente seduzida. Na Espanha católica dos anos cinquenta, um rapaz aguarda, ansioso, a chegada do verão e dos primos, principalmente Helena. Mas, de um verão para outro, Helena transformou-se. Pode a inocência tornar-se subitamente desejo? E pode o que se sente… ser pecado? Este é um livrinho absolutamente maravilhoso sobre a transição da infância para a adolescência. Tão simples que é impossível não nos revermos nele. Quando apareceu, em 1952, Helena ou o Mar do Verão foi considerado por um o grupo de leitores entusiastas uma das obras mais extraordinárias da narrativa espanhola do pós-guerra. Passados tantos anos, permanece intacto o seu poder de sugestão e o lirismo da escrita de Julián Ayesta. O jornal El País considerou-o um dos dez mais belos textos ficcionais espanhóis do século passado.

Já está na lista...
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ResponderEliminarExtraordinário, ou talvez não.
Eu li este romance há muitos anos... não me recordo quando, mas deve ter sido ali pelos meados da década de 70 do século passado.
Tínhamos nessa época, ainda antes do 25/04 um clube de leitura e cinema no liceu, formado por um grupo de alunos. Este foi um dos livros que motivou debates entre nós nos nossos 16, 17 anos. Lembro "A sorrir também se vence" de Daphne du Maurier e outro grande livro que foi o "Peyton Place" de Grace Metalious. Talvez das obras que fizeram valer a pena este clube.
Saudações cá da Cidade Morena em fim de cacimbo.