A imaginação
Há pessoas que não valorizam a imaginação, mas, se se tratar de crianças, é fundamental espicaçá-la porque na verdade é a imaginação que ajuda a projectar e planear o futuro. Por sorte, há também quem a ponha nos píncaros, e se se tratar de um escritor é mesmo bom que a tenha para dar e vender, porque ela é extremamente necessária aos criadores. Sobre isto fala A Louca da Casa, um dos mais incríveis livros de Rosa Montero (talvez aquele que reúne mais consenso internacionalmente) e, ao mesmo tempo, um dos mais difíceis de classificar (ficção? ensaio?...). Já aqui falei dele, estou certa, até a propósito do mais recente O Perigo de Estar no Meu Perfeito Juízo, mas vale a pena dizer que, com a sua fabulosa imaginação, a autora escreve algo que, no fundo, parece um livro de memórias, mencionando inclusivamente membros da sua família, e fá-lo com tal credibilidade que quem a conhece até fica estúpido só se pensar como é que ela teve talento para imaginar uma grande parte do que conta. Sim, a louca da casa é a imaginação, e este livro é um hino a essa louca deliciosa que salva os escritores e os leitores. O livro, que tinha sido publicado há poucos anos numa versão de bolso na colecção Miniatura, tem agora uma nova edição em formato maior na Porto Editora. Não o perca por nada deste mundo.
Está nos 10 melhores livros que já li!
ResponderEliminarPara quem gosta de ler é absolutamente indispensável.
Já li, já reli e, sei lá, já treli...
Devo até salientar que A LOUCA DA CASA é, para mim, um livro de (quase) constante consulta.
ResponderEliminarA louca da casa? Isso parece a minha irmã Gui!
ResponderEliminarAhahah!
Bem, na verdade ela é mais maluca do que louca... mas adequa-se.
Imaginação? Como pode alguém ser escritor de ficção sem a ter? Certo que se escreve muita coisa fraquinha, mas será nisso que se distingue um bom ficcionista, ou não?
Saudações cá da Cidade Morena, onde abunda aquilo que nem se imagina... eheheh!
Rosa Montero-ficção- Ó Paxeco permito-me a ousadia de te recomendar: "INTRUÇÕES PARA SALVAR O MUNDO".
ResponderEliminarIsso não seria antes da autoria da Greta Thunberg?
ResponderEliminarÓ Seve, isso não deveria ser antes da autoria da Greta Thunberg?
ResponderEliminarÓ Paxeco, olha que já levei a Greta Thunberg menos a sério.
ResponderEliminarLogo que saíu comprei-o para oferta. Mas ainda não o li. Acho que vou gostar. E sim, concordo inteiramente, o imaginário das crianças, temos de ajudar a fazê-lo permanente. Que elas são imaginativas qb, é quando crescem que se vai perdendo o manancial. Rosa Montero ergue-o bem alto.
ResponderEliminarÉ para levar cada vez menos a sério... enquanto foi uma rapariga com medos era uma coisa, se bem que por razões do políticamente correcto fingissem que a levavam a sério. Porém agora é uma mulher... já não tem a mesma desculpa e deveria ter responsabilidade. Ela e a família já ganharam muito dinheiro, agora deixem-nos em paz!
ResponderEliminarSobretudo deixem os cientistas, os a sério e não os folclóricos, trabalhar.
Abraço caloroso... já agora, eheheh!
Bravo, Seve
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