Cem anos
Este é um ano rico em centenários do nascimento de individualidades ligadas à cultura portuguesa. Falo, por exemplo, de Natália Correia (brindada recentemente com uma biografia exaustiva da autoria de Filipa Martins), mas também do poeta Mário Cesariny, do poeta Eugénio de Andrade e do ensaísta e especialista em Pessoa Eduardo Lourenço, de quem é impossível não ter saudades. Sairá, de resto, sobre este pensador a fotobiografia Tempos de Eduardo Lourenço, assinada por três estudiosas da sua obra (Maria Manuel Baptista, Maria Manuela Cruzeiro e Fernanda de Castro), que, a par de conter informação muito útil sobre a obra do filósofo, inclui dados certamente pouco conhecidos ou mesmo desconhecidos sobre o seu percurso pessoal. Pré-lançado no dia 23 de Maio na Guarda, na biblioteca que foi baptizada com o nome de Eduardo Lourenço, a edição estará nas livrarias no dia 22 de Junho (já fora do período de feira do livro em Lisboa) e estão previstas apresentações em várias cidades do País.
Eduardo Lourenço, um nome grande da cultura ibérica, tem ainda a notoriedade de ter sido um dos principais opositores ao negregado acordo otográfico que sobre nós caiu, imposto numa ditadura de gosto e do políticamente correcto, enquanto acto de agresssão à nossa língua que agora até querem descolonizá-la porque já enfraquecida!
ResponderEliminarConvinha lembrar aos preclaros e doutos "acordistas" que houve e há grandes vultos da cultura portuguesa que são contra.
De 1990 até hoje, qual a penetração dos autores portugueses no mercado livreiro do Brasil? Alguém sabe? Houve telenovelas portuguesas para a Globo? Foi portanto inútil? O que ganhámos nós com isso, salvo "baixarmos as calças" aos intelectuais brasileiros que não perdem uma oportunidade de espezinhar e apoucar a cultura lusa de que descendem?
Haja Eduardo Lourenços e outros Eduardos e Eduardas (como convém agora dizer), menos preocupados na sua vaidade pessoal, afastados dos grandes comentários e parangonas, das tentativas de se promoverem através o aviltamento da nossa cultura, em vez de a estudarem e divulgarem com orgulho (orgulho não é nem soberba, nem desprezo pelos outros, notem).
Saudações na antiga grafia, cá desde a Cidade Morena.
Outro grande nome da cultura portuguesa contemporânea que nasceu em 1923 é Mário Henrique Leiria:
ResponderEliminarhttps://simetria.org/100-anos-tonificantes/
É sim senhor!!!! O Homem do Gin Tónico!
ResponderEliminarTalvez mais da chamada contra-cultura, que é uma forma elaborada de cultura.
Lembra muito bem.
Abraço cá de uma Cidade Morena, onde o gin tónico assenta muito bem!