Ler para fintar o destino

Está a chegar às livarias e às vossas mãos o novíssimo romance vencedor do Prémio LeYa, o maravilhoso A Arte de Driblar Destinos, de Celso Costa, que destronou os outros quatro finalistas no concurso de 2022. É um romance de formação que decorre numa aldeia do interior do Paraná, onde a escola oficial não vai além dos primeiros anos e os cuidados de saúde são precários, levando a que os males do corpo e da alma sejam tratados com o que se tem à mão ou com a intervenção de feiticeiros. É neste cenário que o protagonista – um menino nascido no seio de uma família que se vê constantemente em apuros para pagar os descalabros de um pai que não ganha juízo – é incentivado a prosseguir os estudos por uma professora primária e acaba acalentando o sonho de se tornar também professor e enganar o destino que lhe estaria reservado. Romance-mosaico que toma a educação como motor e garante da liberdade, o livro foi elogiado pelo júri e também por Itamar Vieira Junior, vencedor do prémio em 2018, que sobre ele disse: «A Arte de Driblar Destinos é um tesouro de rara honestidade e beleza.» Por que esperam para o ler? A capa, maravilha!, é de Rui Garrido.


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Comentários

  1. Já estava na minha lista, e agora ainda está mais...
    Boas leituras! 📚

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  2. Sim. Também já li outras referências elogiosas.

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  3. António Luiz Pacheco16 de maio de 2023 às 06:09

    Vamos ler e depois comentar!

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  4. A capa ficou linda! Vou comprar quando estiver disponível no Brasil.

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  5. No Brasil, sairá pela Fósforo.

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  6. O título trouxe-me à memória a eloquência de Assis Pacheco, o maior craque da sua Rua Guerra Junqueiro, que recorria a um jogo subtil de palavras, fintando e driblando, até marcar golaços, com chapéus ao cérebro do leitor...

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  7. Ai, minha querida, por acaso não gostei muito.
    Não sei se é pelas cores e pela letrinha, mas fez-me lembrar aqueles tempos da tal Revolução Cultural do Mao Zedong, credo.
    Além disso, é muito parecida, para o meu gosto, com a capa daquele livro "Três Homens num Barco" que saiu pela Alma dos Livros.
    Será mesmo que não podemos discutir gostos? Olha, eu digo que é bem discutível (mas naqueles tempos da Revolução Cultural, nem pensar!).

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