Ler para fintar o destino
Está a chegar às livarias e às vossas mãos o novíssimo romance vencedor do Prémio LeYa, o maravilhoso A Arte de Driblar Destinos, de Celso Costa, que destronou os outros quatro finalistas no concurso de 2022. É um romance de formação que decorre numa aldeia do interior do Paraná, onde a escola oficial não vai além dos primeiros anos e os cuidados de saúde são precários, levando a que os males do corpo e da alma sejam tratados com o que se tem à mão ou com a intervenção de feiticeiros. É neste cenário que o protagonista – um menino nascido no seio de uma família que se vê constantemente em apuros para pagar os descalabros de um pai que não ganha juízo – é incentivado a prosseguir os estudos por uma professora primária e acaba acalentando o sonho de se tornar também professor e enganar o destino que lhe estaria reservado. Romance-mosaico que toma a educação como motor e garante da liberdade, o livro foi elogiado pelo júri e também por Itamar Vieira Junior, vencedor do prémio em 2018, que sobre ele disse: «A Arte de Driblar Destinos é um tesouro de rara honestidade e beleza.» Por que esperam para o ler? A capa, maravilha!, é de Rui Garrido.

Já estava na minha lista, e agora ainda está mais...
ResponderEliminarBoas leituras! 📚
Sim. Também já li outras referências elogiosas.
ResponderEliminarVamos ler e depois comentar!
ResponderEliminarA capa ficou linda! Vou comprar quando estiver disponível no Brasil.
ResponderEliminarNo Brasil, sairá pela Fósforo.
ResponderEliminarO título trouxe-me à memória a eloquência de Assis Pacheco, o maior craque da sua Rua Guerra Junqueiro, que recorria a um jogo subtil de palavras, fintando e driblando, até marcar golaços, com chapéus ao cérebro do leitor...
ResponderEliminarAi, minha querida, por acaso não gostei muito.
ResponderEliminarNão sei se é pelas cores e pela letrinha, mas fez-me lembrar aqueles tempos da tal Revolução Cultural do Mao Zedong, credo.
Além disso, é muito parecida, para o meu gosto, com a capa daquele livro "Três Homens num Barco" que saiu pela Alma dos Livros.
Será mesmo que não podemos discutir gostos? Olha, eu digo que é bem discutível (mas naqueles tempos da Revolução Cultural, nem pensar!).