Em castelhano

A nossa conselheira cultural em Madrid, Patrícia Severino, faz coisas (já se mexia em Berlim!); e, além de ter criado uma residência para escritores, enviou em 2022 a Lisboa uma série de editores espanhóis que se reuniram com confrades portugueses e receberam algumas propostas de publicação. Foi certamente de um desses encontros que nasceu a ideia de fazer um livro colectivo sobre a nossa capital, intitulado Leer y Ver Lisboa, traduzido por Javier Hernández e publicado por La Umbria y la Solana, editora que já publicou, de resto, vários autores portugueses, como Mário Cláudio. Trata-se de uma antologia que conta com uma incrível panóplia de autores e ilustradores, muitos dos quais brilham actualmente em Portugal: Luísa Costa Gomes, Gonçalo M. Tavares, Ana Margarida de Carvalho, Patrícia Reis, Afonso Cruz, Ricardo Adolfo, David Machado ou Patrícia Portela ombreiam com os artistas plásticos de craveira internacional João Fazenda, André Carrilho, Paulo Galindro, Gonçalo Viana e muitos outros. Rui Cardoso Martins e Patrícia Portela apresentarão amanhã na capital espanhola, em conversa com Alfonso Almada, editor, esta maravilha na Casa da Galiza. Estão previstas outras apresentações ainda durante o mês de Abril.


 


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco11 de abril de 2023 às 02:56

    O rol de escritores portugueses, dos quais uns li e outros não, de que gosto mais ou menos, têm pelo menos a virtude de usarem termos como gorda, estúpido, feio, preto... o que é de nos tranquilizar!
    Sim á defesa da cultura ibérica! Sou um iberista convicto, ainda que expatriado e por força dessa minha vivência tornado africanista e ainda bem, pois se complementam, o iberismo com a africanidade à portuguesa.
    Muitos espanhóis adoram Lisboa, desde o meu sobrinho por afinidade Ricardo a tantos amigos e conhecidos que gostam de comer em Lisboa e de a visitar, vindo fazer fins de semana. Fico satisfeito por isso, mesmo que eu não seja um amante de Lisboa o que é irónico!
    Extraordinária esta idéia, e, é bom saber que há conselheiros que aconselham bem!
    Parabéns à nossa Conselheira Cultural, o nome dela é-me familiar, eheheh!

    Saudações ibéricas cá da Cidade Morena, onde no Domingo comemos um excelente pata negra, por sinal!

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