Tudo num volume

São bastante comuns as Poesias Reunidas, e há autores que até têm mais de uma Poesia Reunida ao longo da vida, ora porque mudam de editora e fazem edições novas, ora porque vão sempre escrevendo volumes independentes e, ao fim de algum tempo, actualizam com eles as suas reuniões de poemas. Já é menos vulgar um autor agarrar em toda a sua prosa e juntá-la num único livro, até porque geralmente os romances são mais extensos do que os poemários e não se consegue juntá-los todos porque ficaria um tijolão pesadíssimo. Porém, autores mais parcimoniosos, como (estou a lembrar-me deste) Carlos de Oliveira, conseguiram a proeza de juntar toda a sua produção literária em prosa num só volume (e as estantes agradecem!), mesmo que em papel de Bíblia. E há mais: chegou a vez de Manuel Alegre reunir a sua obra ficcional em Toda a Prosa, um volume que compreende os romances Alma, A Terceira Rosa, Jornada de África ou O Miúdo Que Pregava Pregos, mas também textos mais curtos e mais difíceis de encontrar, como certos contos e novelas. O livro é hoje apresentado ao final da tarde na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa, com apresentação da professora Paula Morão, que também assina o prefácio da obra. Apareçam.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco16 de março de 2023 às 02:10

    Será mais uma colectânea de contos do que de romances?
    Destes aqui referidos, só conheço "Jornada de África", que é extenso e não se confunde com um conto, tenho idéia de ser livro para umas 250 páginas ou algo assim.
    Ficará um cartapácio?

    Votos de boa apresentação, cá desde a Cidade Morena, onde me preparo também para uma jornada de África, a sério, um safari de oito dias na África do Sul que me vai afastar deste vício diário de aqui vir meter o bedelho e asnear. Mas depois volto, como o outro.

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  2. Imagino que seja uma tarde boa, Manuel Alegre é orador competente e continua a ter aquela voz profunda e atraente. A sua prosa e verso também são de qualidade. Portanto, estão reunidas as condições.
    Já o disse aqui e repito, detesto os grandes calhamaços e em papel de bíblia a coisa piora. A obra integral de alguns poetas foi-me oferecida, mas depois levo o tempo a ir buscar os livrinhos pequenos e manuseáveis onde os li pela primeira vez e sublinhei frases ou destaquei poemas. Admito que a memória tenha parte nesta minha propensão.

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  3. Citando Agustina B Luís: “Alegre é o melhor dos poetas assim-assim”

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