Na ilha

Louise é uma alpinista experiente, Ludovic um jovem atlético. Destemidos e desejosos de um ano de liberdade, deixam o apartamento em Paris e uma vida bastante convencional para se lançarem numa aventura: darem a volta ao mundo num veleiro. A ilha onde aportam, no pólo sul, atrai-os pela beleza selvagem: picos nevados, crateras geladas, um lago seco. Mas de repente surge uma nuvenzinha escura ao longe… Quando a tempestade levanta, destrói tudo à sua volta e o barco desaparece. Os dois ficam subitamente sós; os pinguins, as otárias, os elefantes-marinhos e as ratazanas passam a ser a sua única companhia numa velha estação baleeira, abandonada há décadas. A aventura romântica torna-se um pesadelo e a relação do casal deteriora-se a cada dia. Será possível sobreviver numa natureza tão estranha e hostil? Durante quanto tempo? Como poderão lutar contra a fome e a exaustão num lugar tão isolado? E, se sobreviverem, como será regressar para junto dos seres humanos? Como contar-lhes o inenarrável? Subitamente, Sós é uma obra notável escrita por Isabelle Autissier, a primeira mulher que deu a volta ao mundo num veleiro em solitário, sobre o engenho e as estratégias de sobrevivência em momentos de crise e, ao mesmo tempo, um aviso sério relativo ao poder da natureza sobre o homem. Acabadinho de sair.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco30 de março de 2023 às 03:44

    Fiquei interessado no romance!
    Não é novidade, notem, tanto Júlio Verne quanto o profíquo Emilio Salgari escreveram sobre este tema pelo que a comparação é inevitável, para mim que os li! Mas fico mesmo curioso em o ler, sobretudo pela distância no tempo entre os protagonistas e certamente que uma perspectiva completamente diferente na abordagem da autora.
    Sim senhora!
    Saudações literalmente calorosas cá da Cidade Morena!

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  2. A natureza tem um poder desmedido e desapaixonado. E os homens têm pouca paciência uns para com os outros quando as situações difíceis deixam de ser apenas pontuais.

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  3. António Luiz Pacheco31 de março de 2023 às 05:12

    É verdade o que diz, mas para os homens comuns. Para outros não, os que têm de estar períodos mais ou menos longos, isolados e em contacto permanente, como os marinheiros por exemplo, aprendem a conviver, como bem se entende.
    Ainda há pouco falámos nisso eu e o capitão do Octosea que chegou de uma maré de 20 dias. 19 Homens num barco de 24 metros, percebe-se que têm de estar preparados para isso.
    Uma navegadora solitária e um montanhista, talvez não sejam as pessoas ideais para viverem assim os dois isolados, presos! Será por isso que a autora os escolheu para personagens.

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  4. "quando as situações difíceis deixam de ser apenas pontuais". Os marinheiros, como outra gente noutras profissões que assim o exigem, não vivem situações difíceis em permanência. E são treinados para viver num espaço relativamente curto e habitado por outros. Os dois da história encontraram-se sozinhos por um acaso infeliz. Há pouca sorte na vida. Logo, também na ficção, pois não quer imitá-la?! Um grande amor teria resistido? Sabe lá a gente. Mas gostamos de acreditar que sim.

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