Um longo programa de actividades
Já aqui falei várias vezes na EC.ON, a escola de Escrita Criativa Online que tem sessões online, claro, mas também presenciais, e que não se fica por aí, pois faz ainda regularmente edição de uns livros breves com a chancela da Nova Mymosa. Já colaborei uma vez na pequenina colecção de poesia (durante a pandemia, creio) e li vários contos publicados na colecção de ficção, que tem um formato mais próximo de um caderno. Mas vem aí a novidade do Ensaio (pelo menos para mim é novidade), na qual um conjunto de autores extremamente ecléctico foi desafiado a pensar sobre o nosso tempo. Os livros desta «Pensar a tempo» sairão ao longo do ano e serão escritos por Afonso Cruz, Mário de Carvalho, Cláudia Lucas Chéu, Álvaro Laborinho Lúcio, Bruno Vieira Amaral, Carlos Fiolhais, Hélder Macedo, Irene Pimentel, Luís Quintais, Marta Bernardes, Nuno Júdice e Valério Romão. Vale a pena acompanhar as outras actividades, que incluem apresentações, debates, cursos e um clube de leitura, este ano conduzido por Afonso Cruz. Pode consultar o programa no link abaixo.
Não pretendo de modo algum ser desagradável, ou castrador, nem nada desse género, até porque sei muito bem que a incoerência faz parte de todos nós, seres humanos.
ResponderEliminarPasso a explicar:
Primeiro, muito bem quanto ao tema escolhido! É muito interessante.
Não sei se possa dizer igualmente muito bem quanto à escolha dos autores escolhidos, se bem que havendo nomes que são garantia de lucidez e qualidade, desde logo o Dr. Laborinho Lúcio assim como os Prof. Carlos Fiolhais e Mário de Carvalho. Os demais... não faço idéia e talvez por isso me interesse ler para ficar a ter uma idéia. Lamento é que não tenham incluído alguém de outra área, sei lá, os eng. Henrique Pereira dos Santos ou António Paula Soares, por exemplo... o Dr. António Barreto? Parece que os intelectuais têm medo de abrir a janela, de deixar entrar outros ares, fechando-se sempre na sala com os mesmos!
Depois, quanto ao link e ao que nele vejo, espanta-me que no meio de tanta crítica à febre de ser autor publicado, afinal se proponha (por um custo) apoiar os putativos autores /escritores! Em que é que ficamos? A auto-edição é um negócio, ensinar escrita é o segundo passo, aproveitar a barbuda ou cavalgar a onda?
Posso estar a fazer um mau juízo, mas soa-me assim como ser contra os automóveis e depois abrir uma escola de condução.
Para mim não obrigado, não que não precisasse dessa orientação e ajuda, mas já sou burro velho e não é agora que me vou meter a aprendiz de escritor.
Aliás o benefício, económico, seria de outros, para não chegar onde nunca chegarei, e, por esse valor sempre posso publicar umas tretas que agradam aos meus amigos e como a Alberto Caeiro, isso me basta.
De facto a natureza humana não cessa de me espantar, ainda bem, acrescento!
Saudações admiradas e admiráveis, cá da Cidade Morena.