Perder a virgindade
Em primeiro lugar, obrigada a todos os leitores do blogue que me enviaram felicitações. Não consegui agradecer antes, mas fiquei muito feliz. E agora voltemos ao real! Já aqui falei de certeza de Arturo Bandini, o protagonista de uma tetralogia do escritor norte-americano John Fante, que andava esquecido no mundo (injustamente, pois claro) mas foi repescado graças à circunstância de Charles Bukowski o ter como seu mestre. E ainda bem. Os livros que li de Fante (como um dos leitores deste blogue já tem sublinhado várias vezes nos seus comentários) são imperdíveis. E o segundo da tetralogia Bandini, Pergunta ao Pó, é igualmente admirável. Depois de termos visto Arturo Bandini, filho de imigrantes italianos a residir no Colorado, a chegar à adolescência e a assistir aos destemperos do pai em A Primavera Há-de Chegar, Bandini, temos agora o rapaz com vinte anos feitos. Quer ser escritor a vive num hotel barato em Los Angeles, cidade talvez grande demais para ele. E daí talvez não, porque desde que conseguiu vender um conto para uma revista, Bandini só pensa em tornar-se o mais importante escritor americano, que ganha prémios e é reconhecido pelos pares, pela crítica e, claro, pelas raparigas (na verdade, ele está mortinho por deixar de ser virgem). E, por falar em raparigas, Arturo sente-se tremendamente atraído pela mexicana Camilla Lopez, que lhe dá todas as chances de se perder com ela e ele não aproveita, porque sabe que Camilla prefere Sammy, um colega que não lhe liga nenhuma e é até bastante agressivo com ela. Mas, a par da natureza tão diferente de Arturo e Camilla (os seus encontros são sempre uma contradição do que sentem um pelo outro), há um assunto tabu que preocupa o nosso Arturo mas dará um fim precipitado à história, e à sua relação. A ler, absolutamente.
Como já referi várias vezes, sou grande fã dos escritores americanos em geral, e, neste caso concreto dos Norte-americanos.
ResponderEliminarConseguem transmitir "vida", se é que me entendem. Parece que estamos a ver todo o filme na nossa cabeça.
Não sei se podemos considerar que haja uma escola, presumo que sim pois há muitos escritores dentro dessa qualidade que refiro, sejam eles mais antigos ou actuais.
Pergunte ao pó, é deveras uma obra Extraordinária que deve ser lida por todos os amantes da boa escrita, viva, pulsante como é esta trilogia autobiográfica do J. Fante.
Sem dúvida.
Mais uma vez, parabéns cá desde a Cidade Morena!
Parabéns pelo prémio principalmente porque é merecido.
ResponderEliminarHenrique Cheira
Muitos parabéns pelo merecidíssimo Prémio Literário!
ResponderEliminarUm abraço,
Ana Rita Duarte
Os dois livros, absolutamente maravilhosos!
ResponderEliminarCarla Pais
Muitos parabéns pelo prémio, Rosário!
ResponderEliminarE partilho da sua opinião, Fante é fabuloso.
Rui Miguel Almeida
Os meus parabéns. Viva a poesia!
ResponderEliminarMuitos parabéns pelo prémio, prémio bem real! Com votos de muito sucesso.
ResponderEliminarE muito obrigado pelo blog.
A.
Deixei esse livro por terminar e só agora que a Rosário falou nele, me lembrei. Um dia ainda o termino.
ResponderEliminarParabéns pelo prémio!
ResponderEliminarArturo Bandini é "um ser humano maravilhoso! Um homem magnânimo, sereno, gentil, amigo de todas as criaturas, homens e animais." e os livros de John Fante são encantadores (como o Bandini).
ResponderEliminarMuitos parabéns pelo prémio!
Ana B.
Parabéns atrasados pelo seu merecido prémio! Dê-me licença que lhe mende um abraço!
ResponderEliminarPergunta ao Pó foi lido e discutido no nosso Clube de Leitura. Em complemento passámos o filme "Ask the Dust" (Perguntale al Viento) na versão espanhola, com Colin Firth e Salma Hayek no papel de . Camilla . Os dois muito bons!
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