Um certo aluno
Por causa de uma excelente entrevista concedida pelo mais recente vencedor do Prémio LeYa, Celso Costa, ao jornal brasileiro Rascunho, deparei-me com uma história bem engraçada contada pelo entrevistador que hoje partilho aqui no blogue. Em 1913, entre os alunos de Bertrand Russell em Cambridge, havia um aluno um tanto estranho que, no fim do semestre, se aproximou do mestre para lhe fazer uma pergunta insólita. No fundo, queria saber se o professor lhe podia dizer se ele era ou não um completo idiota. Russell, surpreendido com aquela atitude, respondeu que não tinha como saber, mas pediu ao aluno que lhe dissesse qual era o motivo da pergunta. O estudante logo esclareceu: «Se eu for um completo idiota, vou dedicar-me à aeronáutica; senão, tornar-me-ei filósofo.» Russell propôs-lhe então que escrevesse um texto de cariz filosófico durante as férias e, quando o recebeu, bastou-lhe ler os primeiros parágrafos para concluir que o aluno que tinha à sua frente não era nenhum idiota chapado nem deveria inscrever-se em Aeronáutica. O nome dele era… Ludwig Wittgenstein.
Há várias histórias com || sobre Ludwig Wittgenstein.
ResponderEliminarEsta história não conhecia.
Da genialidade à idiotice ou vice-versa é um passo.
Gostei de ler.
ResponderEliminarAliás não sabia quem é Ludwig Wittgenstein, fui pesquisar e agora já sei!
Quem se interroga desse modo, não pode ser um completo imbecil, julgo eu.
Mas enfim, todos temos os nossos momentos, mesmo os génios, é uma questão de dimensão e talvez, de quantidade.
Quanto ao ser estranho, diz o adágio que, de génio e de louco todos temos um pouco!
Saudações geniais e geniosas, cá da Cidade Morena!