Poeta Pessoa
Já sei que muitos, ao lerem o título deste post, vão obviamente pensar no nosso Fernando, o mais conhecido poeta português (internacionalmente e tudo) e também o mais versátil e, por isso, digno de uma biografia que foi finalista do Pulitzer Prize escrita pela pena do norte-americano Richard Zenith, um grande estudioso da sua obra. Mas, por acaso, o título foi só um trocadilho meu para, no fundo, saudar o facto de o júri do Prémio Pessoa ter brindado na sua mais recente edição justamente um poeta: João Luís Barreto Guimarães. Como é tão raro vermos um poeta contemplado com este prémio (lembro-me de ele ter sido dado aos escritores Mário Cláudio e Frederico Lourenço, mas este último recebeu-o seguramente também pelas importantes traduções que tem realizado das línguas clássicas), devo dizer que o anúncio foi para mim bastante inesperado; e deve tê-lo sido igualmente para imensos jornalistas que, nesse dia, noticiaram o facto, pois não foi um nem dois que lhe chamou «José» Luís, mostrando total desconhecimento do escritor portuense que também é cirurgião e dá aulas de poesia a estudantes de medicina. Mas o querido «João» Luís deve ter ficado suficientemente feliz para não levar a mal, e a sua já extensa obra vai ter em Janeiro mais um livro com o belo título Aberto Todos os Dias. Tem uma linda capa e publica-o a Quetzal. Fiquemos atentos. Não há desculpa para falharmos o Prémio Pessoa.
Fernando Pessoa e João Luís Barreto Guimarães, dois grandes poetas que não são comparáveis... por enquanto.
ResponderEliminarFico contente por a poesia ter sido premiada na pessoa de João Luís Barreto Guimarães. E acho o máximo que o senhor dê aulas de poesia aos estudantes de medicina. Mas, como a maioria, desconheço a escrita do poeta. Incúria minha. por certo. Também soube há dois ou três anos da existência de Ana Luísa Amaral, uma poeta que tanto nos merece e que, apesar dos prémios recebidos, continua mais ou menos desconhecida do grande público.
ResponderEliminarPoeta e médico e portuense João Luís Barreto Guimarães vence Prémio Pessoa 2022 e, eu fiquei muitíssimo contente!!
ResponderEliminarTenho um amigo alemão que é dentista e dá lições de poesia a indivíduos banais como eu.
Saudações das margens do rio Reno 🍀
Realmente falta a homenagem merecida a esta poeta, Ana Luísa Amaral, que faleceu recentemente e mal se ouviu falar sobre isso nos canais de informação.
ResponderEliminarFalta mesmo é lê-la. E ver as entrevistas que deu. Que não era apenas uma poeta das pequenas coisas. Era também, e além do mais - chão de tudo o mais -, uma pessoa que vale a pena ouvir discorrer, norteada por valores que defendemos mas de que pouco falamos.
ResponderEliminarHoje, as homenagens - e ela teve várias em vários lugares; e prémios também - servem para a dar a conhecer. Mas a poesia é para ser lida, dita. A voz dos poetas é para andar connosco.