Ler mais poesia
Já sei que a maioria dos leitores deste blogue vai já desligar e voltar ao que estava a fazer... Não são, segundo me têm confessado, grandes apreciadores do género. Mesmo assim, insisto, ou não fosse eu poetisa e leitora de poesia, além, bem entendido, de teimosa e com esperança de conseguir trazer para a poesia alguns dos que estão desse lado. A poesia não é toda igual, e o facto de não terem gostado de um poeta não faz com que (garanto) detestem todos os poetas. Uma proposta feliz para quem o quiser testar é a belíssima editora Húmus, de Rui Magalhães, cuja colecção 12catorze, dirigida por Francisco Guedes, tem publicado ultimamente uma série de autores que serve de montra ao que se está a escrever em Portugal. Já aqui falei de António Tavares em Dezembro, mas depois do seu livro admirável saíram vários outros que merecem a nossa atenção, como Arsenal de Vertigens, de Ronaldo Cagiano (um autor brasileiro residente em Portugal que também é ficcionista), Quarto de Século, de Assunção Varela, o que nunca foi sempre, de Rui Teixeira Motta, Fóssil, de Gaelle Instambul, e as mãos vazias, de Maurício Vieira, que acaba de chegar às minhas mãos. Provem e verão.
sugestão de leitura do poema Filho de Ulisses : https://www.facebook.com/mariamafaldaviana
ResponderEliminarTouché!
ResponderEliminarSou dos tais, mas sim entendo que ter lido algum (bastantes) poemas de que não gostei, não significa que não goste de muitos outros, apesar de não ser consumidor habitual!
No fundo, pessoanamente diria que, é como fumar. Eu não fumo, cigarros, porém sou apreciador de charutos ou cigarrilhas - cuja diferença no seu desfrute é grande e tem sobretudo a ver com aroma e sabor sem encher os pulmões de tabaco.
Também saboreio Pessoa ou Gedeão, por exemplo. Outros... bem, depende, teria de ler muitíssimo mais para o saber. Assumo, mas falta-me o tempo.
Talvez um dia, em que troque o muito que leio profissionalmente pela poesia, quem sabe, se talvez até a idade me ajuda a isso.
Saudações com poesia cá da Cidade Morena, onde canta o matrindinde e os seripipis, onde ainda chocalham as canelas das mulatas!
Eu gosto de ler tudo, inclusive poesia.
ResponderEliminar(a quantidade de poesia que li durante a pandemia... e ainda bem)
Na poesia nem sempre é necessário entender exactamente o que o poeta quis dizer... Importante é gostar das palavras, daquelas que nos fazem festas ou até comichão.
Podemos fazer a nossa própria leitura, porque os poemas normalmente não são fechados.
Não só adoro poesia, como sou fã da Húmus, a qual, para além da poesia, tem belíssimas publicações de teatro (e a preços incrivelmente acessíveis). Eu gosto muito das e dos provocadores como Bénédicte Houart, O'Neill ou o Nicanor Parra (que me faz rir). Mas também aconselho que experimentem Manuel António Pina, Joan Margarit, Benedetti, Luis Garcia Montero, Roger Wolfe ou Lorca. Para começar é bom e, depois, é só "meter o turbo" e torna-se vício. Susana
ResponderEliminarNão tem razão, Rosário. Deste lado, tenho certeza, há muito quem goste de poesia. Mas a poesia dói mais que a prosa (também satisfaz com mais impacto) e, julgo ser por isso que a prosa tem mais leitores. Talvez nem sejam mais, mas ocupa os leitores durante mais tempo. É uma história e o fundo dos homens faz-se com elas. Um livro de poesia não se lê de seguida (ou não é assim que o leio), os poemas fazem eco no leitor, às vezes um eco imenso e a gente fica a ouvir-lhes a ressonância e nem apetece ler outro logo de seguida. Nunca comprei poesia por ma terem recomendado. Mas, por recomendarem, sou capaz de ir verificar a obra, ler um ou outro poema, comprar.
ResponderEliminarEu também era dessas de não pegar em poesia até há pouco tempo. Mas converti-me depois de esbarrar em poemas que me fizeram rir ou encontrar uma brilhante centelha de lucidez que me deita ao chão. Enfim, um terreno vastíssimo por onde explorar.
ResponderEliminarMuito obrigada por não desistir e de vez em quando trazer-nos poesia, Maria do Rosário.
Neste momento estou a ler "Este Fado Vaidoso" e ler é como quem diz. Imagino músicas para as palavras, ou seja, construo na minha cabeça novas composições, talvez por ser toxicodependente da Poesia e da Música. Abraços, Maria do Rosário
ResponderEliminarNa Universidade Sénior da Portela temos todas as semanas um momento, "Poesia em Movimento", , passe a redundância, onde abordamos e lemos poesia. Na última sessão abordámos Eugénio de Andrade e estamos a ensaiar parte de "Dona Rosita La Soltera" de ´Garcia Lorca.
ResponderEliminarEu gosto para lá de muito:)
ResponderEliminar~CC~
Comecei a ler poesia este mês : um olhar diagonal das coisas = # Ana Luísa Amaral
ResponderEliminarEm tempos fez uma visita à minha comunidade de leitores . Já nessa altura a achei uma pessoa muito intensa e apressada para não dizer stressada … Ninguém pensava que essa pressa de viver ….tinha razão .
M.A.
Desde há dezenas de anos que, quando vou a uma livraria, é a poesia que me atrai primeiro. Além disso tenho seis livros editados. Só por curiosidade, os titulos: "Silêncio e outros temas", "Cantos de Amanhecer", "A Gola do Tempo ", O Som dos Lagares", "A Delicada Teia de Ariadne" e "No Reino de Mnemósine".
ResponderEliminarAcho que a poesia, por normalmente ser sintética, obriga-nos a reflectir.
Manuel Dias da Silva
Adoro poesia, temos tanta e tão sublime.
ResponderEliminarChoro que nem uma Madalena com os seus poemas, são belíssimos.