Direitos do Homem
«Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.» É assim que começa o artigo 1.º da Declaração dos Direitos Humanos, instituída em 1948; e, embora haja ainda centenas de lugares onde infelizmente estes direitos não são cumpridos, a existência deste instrumento internacional é razão suficiente para uma sessão evocativa do seu aniversário no próximo dia 9, em Cascais, no Auditório do Centro Cultural. As actividades incluem um debate com Irene Pimentel e Ana Paula Martins, moderado por José Meira da Cunha, José Eduardo Franco e Salvato Telles de Meneses, que é o anfitrião; far-se-ão algumas comunicações, bem como a apresentação de um projecto artístico de um monumento dedicado aos Direitos Humanos da autoria de José Manuel Castanheira; e, por fim, antes do encerramento, haverá ainda leitura de poemas sob o signo da paz (lerei na companhia de Aldina Duarte e Maria Emília Castanheira alguns poemas), acompanhada pela guitarra de Nuno Rocha. Se quiser ir, não deixe de marcar, porque existe limite de lugares. O convite e o programa detalhado vão abaixo. Respeite o Outro!


É de lamentar profundamente que, numa época em que tantos países e sociedades supostamente terão atingido graus elevados de civilização, numa era de tanto conhecimento científico e tanta militância, onde as pessoas pretendem abraçar causas e se pretendem esclarecidas e informadas, quando fruto disso deveria haver tolerância, é exactamente quando mais se ostentam atitudes e idéias preconceituosas e intolerantes.
ResponderEliminarHoje o preconceito e a intolerância são de sinal contrário, até mais violentos, porém igualmente nefastos e fracturantes, quando em nome de alguns ideais e liberdades, se pretende nessas sociedades ditas desenvolvidas, ainda acabar ou limitar as liberdades de outros que pensam e sentem de modo diferente, o que é de todo inaceitável e incompreensível, embora se possa explicar.
Portanto, a cegueira continua, como continua a prepotência e a tirania. Não duvidem.
Nunca desaparecerão, por muitas declarações de direitos que haja, pois os direitos não se impõem e muito menos se deviam limitar, eles devem ser assumidos, entendidos e sobretudo estimados, praticados!
Ainda ontem li declarações de uma deputada de esquerda, inaceitáveis no que toca à liberdade dos outros pensarem diferente, achando que o seu conceito de liberdade e o que deve ser praticado pelos outros, é absoluto e definitivo: E, não é!
Como não são únicos e absolutos os meus, os do Papa, os do Dalai Lama, do Biden do Putin, de Cristo, Maomé ou de quem quer que seja ou tenha sido!
Ela apenas personifica aquilo que digo, intolerância, tirania e arrogância moral e política.
Boa sorte para esta iniciativa, que apoio e celebro, porém em que não acredito, pois me palpita que tem apenas um sentido, não é larga nem transversal.
Basta ver o que se passa na TAP, com os professores, com os médicos... onde estão os direitos? No bolso e nas conveniências políticas e económicas de uma classe que exibindo falsa tolerância numas pequenas parcelas, desvia a atenção daquilo que são os direitos fundamentais de quem é a base da sociedade, a qual não são as minorias barulhentas e reivindicativas que se apregoam como o que não são nem nunca serão.
Haja direitos sim, como o de nos manifestarmos aqui, livremente e com o respeito que é devido à elevação Extraordinária deste espaço, cuja Extraordinária Anfitriã nos permite fazê-lo e partilha connosco aquilo que de cultura e leitura se vai fazendo, de forma livre e aberta.
Recordo sempre o que terá dito Buda a um discípulo que o questionava, e foi mais ou menos isto: "Mestre, uns dizem uma coisa, logo outros dizem diferente... como saber em quem devo acreditar?" "Em ninguém, nem mesmo em mim. Segue o que te diz o teu coração e aquilo que sentes como a tua verdade".
Saudações Sinceras cá da Cidade Morena, onde direitos humanos ainda andam um pouco ao largo... e não falo do Largo da Peça!
O que faz falta é, não uma inútil declaração de direitos, mas uma declaração de deveres.
ResponderEliminarDe resto, o principal direito que na prática é objectivamente usado é o de ninguém ter deveres.